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País 11 de abril de 2011

Proteção Civil: Combate a incêndios pode ser prejudicado se não for nomeado Comandante Operacional Nacional

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O presidente da Associação dos Bombeiros Profissionais alertou para a necessidade de ser nomeado quanto antes um comandante operacional para o combate aos incêndios, lembrando que é necessário fazer trabalho de preparação antes do início da época dos fogos. O presidente da Associação dos Bombeiros Profissionais alertou para a necessidade de ser nomeado quanto antes um comandante operacional para o combate aos incêndios, lembrando que é necessário fazer trabalho de preparação antes do início da época dos fogos.

O anterior comandante operacional nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Gil Martins, está suspenso preventivamente, tendo sido nomeado um comandante em regime de substituição, Vítor Vaz Pinto, mas cujo prazo termina no início de junho.

“O ideal seria que o comandante operacional nacional tivesse sido já nomeado. Foi nomeado um interino, que é um profissional habilitado e sabe da matéria, mas era importante ou nomear um oficial ou deixar que este deixe de ser interino”, considerou Fernando Curto.

Na opinião do presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), não se pode estar à espera que o prazo termine, em junho, porque “nessa altura têm que estar os planos todos preparados”.

Esta indefinição “não é benéfica para o sector e para a organização do combate aos incêndios”, ainda para mais porque os bombeiros esperam um “verão muito complicado, porque não houve melhorias na prevenção”, referiu.

Fernando Curto salientou que há uma série de aspetos que ainda não estão definidos, relacionados por exemplo com vigias, com a Autoridade Florestal Nacional e a agricultura, “no sentido de deixar trabalho feito, para que bombeiros tenham também o seu trabalho facilitado”.

O responsável salienta que “houve bastantes melhorias em termos de organização e que a situação está bastante melhor”, mas que agora se coloca a necessidade de saber qual a resolução a tomar quanto ao comandante operacional nacional do Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS), principal estrutura da ANPC.

“Apesar de o Governo ser demissionário, esta é uma situação de muita importância para o país”, defendeu.

Menos preocupado com a nomeação do comandante operacional nacional está a Liga de Bombeiros Portugueses (LBP), que põe a tónica no anúncio de redução de meios.

“Não se poderá dizer que há um lugar que não esteja a ser ocupado. O comandante está suspenso, mas está outra pessoa no seu lugar, em regime de substituição. Findo o prazo, terá que haver uma resolução. Ou há uma decisão disciplinar ou o anterior comandante terá que voltar ao cargo”, afirmou o presidente da LBP, Duarte Caldeira.

A preocupação da LBP vai para a redução de meios anunciada, complementada pelo risco de haver “condições meteorológicas desfavoráveis”.

A 04 de março deste ano, Gil Martins foi "suspenso preventivamente" do cargo de comandante operacional nacional por despacho do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, por estar envolvido num alegado desvio de verbas.

Na altura, o Ministério da Administração Interna adiantou, em comunicado, que a decisão de suspender Gil Martins resultou de uma "proposta da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI), no âmbito de processo disciplinar em curso".

Gil Martins foi alvo de um inquérito interno na ANPC, que levou à abertura de um processo disciplinar na IGAI.

Entretanto, prossegue o processo crime relativo ao alegado desvio de verbas na ANPC, em que está envolvido Gil Martins.

Segundo noticiou em novembro passado o semanário Expresso, o desvio de verbas na ANPC ascende a 100 mil euros e terá ocorrido entre 2007 e 2008, envolvendo Gil Martins.

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