Por: Diario Digital Castelo Branco
O 19º Laboratório LUPA – Laboratório Urbano Pela Arte vai ter o monte de S. Martinho como palco. A iniciativa propõe uma visita seguida de uma conversa aberta e magusto onde se analisem as relações entre tradição, paisagem, a memória e a identidade de um sítio que já significou muito para Castelo Branco.
O 19º Laboratório LUPA – Laboratório Urbano Pela Arte vai ter o monte de S. Martinho como palco.
A iniciativa propõe uma visita seguida de uma conversa aberta e magusto onde se analisem as relações entre tradição, paisagem, a memória e a identidade de um sítio que já significou muito para Castelo Branco.
No próximo sábado, dia 8, pelas 10 horas, o percurso parte de junto da Associação da Carapalha.
Manuel Costa Alves, Júlio Vaz de Carvalho, Sílvia Moreira, José Lagiosa, Manuela Catana. Joaquim Batista e Pedro Salvado serão alguns dos intervenientes já confirmados na conversa.
A atividade para os organizadores será também a ocasião para a apresentação publica de alguns projetos de design de comunicação relacionados com a riqueza cultural que o monte possui, realidade ainda muito pouco conhecida pela comunidade.
A visita tem o apoio da Câmara Municipal de Castelo Branco, da Sociedade dos Amigos do Museu Francisco Tavares Proença Júnior e da pastelaria “Pão de Leite”.
Sabia, e como escreveu o monógrafo de Castelo Branco, António Roxo, em 1890: «S. Martinho é para o Povo um curandeiro de febres intermitentes. (…) O paciente vai em romaria à ermida do santo e oferece-lhe um pão de farinha de centeio e uma cabeça de alhos. Em seguida, o paciente retira trazendo a oferta, que entrega à primeira pessoa que encontra.»
São estas memórias que a LUPA quer que sejam redescobertas e recontextualizadas nos dias de hoje.
Para o historiador Pedro Salvado, “O monte de S. Martinho é um lugar fundacional da paisagem cultural albicastrense. Para além da ancestral e curiosa lenda das origens da cidade, a arqueologia e a história confirmaram a relevância desta peculiar orografia nas dinâmicas, expressões e calendários das geografias religiosas que, durante milénios, aqui se sucederam. Foi um dos lugares de povoamento mais antigo da região, um local de cultos pré e proto – históricos, um sítio de conjugação religiosa durante o período romano, um horizonte onde se recitou o Alcorão, uma das primeiras capelas cristãs do alfoz albicastrense. É, sem dúvida, o berço da nossa identidade que tem de ser preservado pra as gerações vindoiras".
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