Por: Diario Digital Castelo Branco
Decorreu no passado domingo mais uma edição da Gala Eugénia Lima, promovida pela Câmara Municipal da Sertã. A Casa de Espetáculos e da Cultura da Sertã foi pequena para os muitos fãs que apreciam a sua música.
Decorreu no passado domingo mais uma edição da Gala Eugénia Lima, promovida pela Câmara Municipal da Sertã. A Casa de Espetáculos e da Cultura da Sertã foi pequena para os muitos fãs que apreciam a sua música. Ao longo de quase quatro horas, foram apresentados diversos temas, onde se incluíram os mais emblemáticos da carreira da acordeonista, falecida em abril deste ano.
Fernando Neto, locutor de rádio, fez as honras da gala apresentando primeiramente o concelho da Sertã, que acolhe esta gala ano após ano, nomeadamente as suas iguarias e potencialidades turísticas. Elogiou as aulas de acordeão na Sertã, apoiadas pelo Município, e deu início ao espetáculo relembrando a acordeonista: “perdemos esta mulher que nos deixou um legado enorme na música e que nos honra bastante… perdemo-la, mas recordamo-la com uma salva de palmas, que ela bem merece”.
Cláudia André, Vereadora da Cultura da Câmara Municipal da Sertã, referiu que a função da autarquia é também “encontrar espetáculos que vão ao encontro do que o público quer desfrutar”. Tendo sempre por base o conceito de diversidade, o município promove espetáculos variados, amplificando o leque de preferências dos espectadores. “Hoje temos a oportunidade de ouvir canto lírico, fado e acordeão”, finalizou.
Rodrigo Tomé iniciou as atuações com um corridinho intitulado “Figuinhos do Algarve”, a que se seguiu “Pé leve”. Eduardo Mendonça apresentou o passo doble “Noites de Espanha” e o corridinho “Faisão”. Miguel Ribeiro foi o terceiro a homenagear a diva com o passo doble “Morenita” e o corridinho “Os Ferreiros”. Vasco Miguel, o aluno mais novo da escola de acordeão da Sertã, tocou a “Rabela Alfacinha” e o corridinho “Ritmos do Ser”. David Antunes prestou o seu tributo com um fado de Eugénia Lima denominado “Fadinho de Silvares” e o corridinho “É tão linda a minha terra”. Patrícia Farinha, uma das duas únicas presenças femininas, relembrou “O meu velho corridinho” e o passo doble “La Frontera”. Hélder Costa tocou um fado da autoria de Eugénia intitulado “Quando a saudade é presença” e uma valsa francesa “Capricieusette”. José Cláudio, professor na Escola de Acordeão da Sertã, tocou o “Vira de Frielas” com guitarristas vindos de Pombal, bem como o “Corridinho do Nelito” e “O Bernardinho”. O grupo “A Guitarra Portuguesa e o Fado” fez-se representar nesta gala de homenagem com Ricardo Silva na guitarra portuguesa, João Silva na viola e Carlos Almeida no Contrabaixo. Catarina Brilha, também professora na Escola de Acordeão da Sertã, juntou-se ao grupo e tocou a valsa francesa “Indifference”, o passo doble “Carrascosa” e “Czardas de Monti”, tendo este último tema sido o momento alto da noite. A acordeonista foi amplamente aplaudida pelo público. A gala continuou com um medley de Amália Rodrigues e um fox de Eugénia Lima intitulado “É mesmo assim”. As atuações tiveram continuidade com o vice campeão do mundo de acordeão, João Filipe, com o tema “Tom and Jerry” , a “Dança húngara nº5” de Brams e o corridinho “Coração Algarvio” de Eugénia Lima. Tino Costa protagonizou alguns momentos de interação com os presentes ao som de músicas populares, do fado “Eu aprendi a viver”, de Eugénia Lima, e com o fado “O mundo precisa de paz”, da sua autoria. Filipe Moura, cantor lírico tocou “Granada” e “Sole Mio”, bem como “A marcha da Sertã” em conjunto com a Escola de Acordeão da Sertã. “A minha vida, meu sonho”, fado da autoria de Eugénia Lima, encerrou a atuação conjunta da noite.
Tratou-se do quinto espetáculo de acordeão realizado na Sertã, sendo a quarta edição em que é homenageada Eugénia Lima, um dos maiores nomes da música portuguesa, no que ao acordeão diz respeito. Nascida em Castelo Branco em 1926, Eugénia Lima iniciou a sua vida artística aos 4 anos no Teatro Vaz Preto em Castelo Branco. Ao longo da sua carreira, fez vários espetáculos, quer em Portugal, quer no estrangeiro, passando ainda pela televisão. Diplomada com o Curso Superior de Acordeão (categoria de professora) pelo Conservatório de Acordeão de Paris, Eugénia Lima fundou a Orquestra Típica Albicastrense, possui inúmeros discos gravados e compõe temas para vários artistas consagrados. Foi agraciada com diversos prémios e distinções. Faleceu a 4 de abril deste ano.
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