Por: Diario Digital Castelo Branco
A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu instaurar um inquérito por violação do segredo de justiça, que visará o almoço que, três dias antes de ser detido, José Sócrates teve com o ex-procurador-geral da República, Pinto Monteiro, avança hoje o Diário de Notícias.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu instaurar um inquérito por violação do segredo de justiça, que visará o almoço que, três dias antes de ser detido, José Sócrates teve com o ex-procurador-geral da República, Pinto Monteiro, avança hoje o Diário de Notícias.
«O Ministério Público, sempre que tem conhecimento de factos susceptíveis de integrarem o crime de violação do segredo de justiça, age em conformidade», comunicou terça-feira o gabinete de Imprensa da procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal.
«Nestes termos, e na sequência de notícias veiculadas por diversos órgãos de Comunicação Social, foi decidido instaurar um inquérito onde se investiga toda esta factualidade», lê-se no comunicado.
Pinto Monteiro já disse que o almoço que teve com Sócrates, a 18 de Novembro, foi «inocente» e «uma coincidência complicada». E o ex-procurador-geral da República suspeitou da existência de escutas.
«Aconteça o que acontecer, nunca o Engenheiro José Sócrates me perguntou nada sobre justiça», sublinhou Pinto Monteiro, em entrevista à RTP.
O almoço realizou-se no Hotel Avis, em Lisboa, um dia depois de Pinto Monteiro receber «um telefonema do secretário» de Sócrates. «Fiquei surpreendido porque nunca tinha almoçado com José Sócrates», confessou o ex-PGR, que exerceu o cargo entre 2006 e 2012.
Sublinhando ter ficado «surpreendido» com o convite de Sócrates, Pinto Monteiro garantiu que «foi um almoço» no qual ambos falaram «de livros e das viagens» do ex-líder do Partido Socialista. «Durou uma hora e pouco. Eu almoço com quem quero. Simpatizo com José Sócrates, como com outras pessoas. Não nego as simpatias que tenho», afirmou.
O encontro foi divulgado pelo Semanário Sol e Pinto Monteiro suspeitou da existência de escutas. «Não tenho nada contra as escutas ou deixo de ter. Mas não percebo como são fornecidas a um jornal», disse.
Entretanto, Pinto Monteiro já anunciou que vai processar o Correio da Manhã por ter noticiado que foi apanhado em escutas.
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