Por: Diario Digital Castelo Branco
O eurodeputado pelo PS, Francisco Assis, revelou esta quinta-feira, no seu artigo de opinião no jornal Público, as razões que o levaram, no fim-de-semana, a abandonar o Congresso Nacional do seu partido, anuncia o Diário Digital.
O eurodeputado pelo PS, Francisco Assis, revelou esta quinta-feira, no seu artigo de opinião no jornal Público, as razões que o levaram, no fim-de-semana, a abandonar o Congresso Nacional do seu partido, anuncia o Diário Digital. Num tom bastante crítico, Assis chega mesmo a defender um entendimento de regime à direita.
«Há agora um novo crime no código penal doutrinário desta gente: um homem de esquerda não pode advogar a vantagem de um entendimento político de fundo com formações de centro-direita», refere Francisco Assis.
Descrevendo o historial de entendimentos entre a esquerda e a direita, que fizeram crescer o projecto europeu, Assis acrescenta que «a grande eloquência dos lugares-comuns não consegue esconder um imenso vazio de ideias», falando de um «vocação inquisitorial» fundamentada num «dogmatismo que se alimenta da exploração de uma suposta heresia».
Recordando que «foram raras as ocasiões em que a esquerda democrática e liberal esteve mais próxima da extrema-esquerda do que de uma certa direita liberal e republicana», acrescentou que «há qualquer coisa de esquizofrénico quando se pretende construir em Portugal uma solução política à revelia do que se está a realizar a nível europeu».
O antigo líder parlamentar rosa defende, nesse sentido, que «essa esquizofrenia tem um preço no plano eleitoral», sobretudo porque há «sectores importantes da população que jamais confiarão em vendedores de ilusões ou em extremistas convictos». E depois de uma forte crítica à nova liderança do PS, Assis advoga que «o melhor aliado da direita é uma esquerda inconsequente».
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