Por: Diario Digital Castelo Branco
O inglês Ronnie O’Sullivan, pentacampeão mundial, detentor de vários recordes e figura maior da modalidade, será a ausência mais sentida em Lisboa, mas a quinta prova do circuito europeu está também desfalcada do compatriota Mark Selby, campeão mundial em título.
O chinês Ding Junhui, virtual líder do "ranking", o que o torna o primeiro jogador asiático a ocupar uma posição tão destacada na hierarquia do "snooker", e o australiano Neil Robertson, campeão mundial em 2010, completam o lote de ausências mais sonantes.
Em compensação, estarão presentes no Lisboa Open 26 dos 32 melhores jogadores do mundo, destacando-se a participação de quatro antigos campeões mundiais: os ingleses John Higgins (1998, 2007, 2009 e 2011), Shaun Murphy (2005) e Graeme Dott (2006) e o galês Mark Williams (2000 e 2003).
A organização já reconheceu que bastaria a presença de O’Sullivan, campeão do mundo em 2001, 2004, 2008, 2012 e 2013), para tornar a prova num sucesso imediato, mas os adeptos portugueses terão, pelo menos, a possibilidade de assistir ao vivo ao desempenho do inglês Judd Trump.
Considerado o sucessor natural do “The Rocket” (o foguete), cognome que O’Sullivan ganhou pela rapidez com que “limpa” a mesa, Trump, vice-campeão mundial em 2011, perdeu no domingo por tangencial 10-9, na final do UK Championship, depois de recuperar de uma desvantagem de 9-4.
Além de Trump, vão jogar nas longas mesas do Casal Vistoso (significativamente maiores do que as de "pool"), mais dois jogadores que atingiram a final do Campeonato do Mundo, os ingleses Barry Hawkins, em 2013, e Allister Carter, em 2008 e 2012.
Os ingleses Stuart Bingham e Ricky Walden e o escocês Steven Maguire completam o lote de candidatos a erguer o troféu da prova lisboeta, cujo quadro final se disputa entre sexta-feira e domingo e que vai distribuir 120.000 euros em prémios, 25.000 apenas para o vencedor.
Já hoje, arranca a fase de qualificação, que, tal como vai suceder no fim de semana, se disputa à melhor de sete jogos, na qual participam 14 jogadores portugueses na expetativa de se tornarem os primeiros praticantes lusos a atingir o quadro final de um torneio internacional de "snooker".
A tarefa é dificultada pelo valor dos “qualifiers” britânicos, pelo que a melhor hipótese de ver um português jogar no quadro final passará pela possibilidade de os quatro praticantes lusos que acederam diretamente à segunda e última pré-eliminatória defrontarem um compatriota que cometa a proeza de ultrapassar a ronda inaugural.
O pavilhão do Casal Vistoso, no Areeiro, dispõe de, aproximadamente, 1.400 lugares, mas a capacidade para o Lisboa Open será reduzida, para permitir que todos os espetadores tenham a melhor visibilidade possível das 11 mesas de snooker.
O preço dos bilhetes varia entre 10 os euros para o primeiro dia do quadro final e os 99 euros do pacote VIP, válido para os três dias e que proporciona o acesso a um espaço onde os titulares poderão contactar diretamente com os jogadores.
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