Por: Diario Digital Castelo Branco
A oportunidade de acompanhar fascinantes celebrações pascais foi um dos principais atrativos do segundo Curso Livre sobre Religiosidade Popular, organizado pela Câmara Municipal de Idanha-a-Nova na Quinta e Sexta-Feira Santas.
A oportunidade de acompanhar fascinantes celebrações pascais foi um dos principais atrativos do segundo Curso Livre sobre Religiosidade Popular, organizado pela Câmara Municipal de Idanha-a-Nova na Quinta e Sexta-Feira Santas.
Repetindo o sucesso da primeira edição, a iniciativa foi composta por um conjunto de palestras, a visualização de filmes documentais e visitas noturnas para observar de perto manifestações de piedade popular que ainda hoje mantêm uma rara genuinidade.
Entre os participantes, encontravam-se investigadores portugueses e estrangeiros, antropólogos, estudantes e outros interessados em partilhar e aprofundar conhecimentos relacionados com o ciclo quaresmal e pascal e sobre o tema da religiosidade popular na contemporaneidade.
As palestras decorreram no Forum Cultural, na vila de Idanha-a-Nova, mas os participantes tiveram a oportunidade de acompanhar a magia das celebrações da Semana Santa em diferentes freguesias do concelho.
O Curso incluiu ainda a recriação da “Ceia dos 12”, segundo o receituário popular de Segura.
A iniciativa integrou as comemorações pascais e quaresmais promovidas pelo Município de Idanha-a-Nova, que têm a designação de “Mistérios da Páscoa em Idanha”.
O presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, considera que revitalizar estas tradições é um trabalho “de criação de autoestima nas populações”. O autarca enaltece, neste sentido, o “esforço que tem sido desenvolvido por muitos grupos informais e associações etnográficas e etnológicas”.
Para o coordenador deste projeto, o investigador António Catana, o crescente interesse nas tradições quaresmais do concelho demonstra que “a globalização faz com que haja, cada vez mais, necessidade de retorno às raízes e à espiritualidade”.
“A estratégia consiste na inventariação das nossas heranças culturais e, a partir dessa inventariação, encontrar formas de as preservar e divulgá-las, sempre com o envolvimento das populações”, refere Armindo Jacinto.
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