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Cultura 3 de abril de 2018

Vila Velha de Ródão: Castelo do rei Wamba é cenário de recriações históricas

Por: Diario Digital Castelo Branco

O Município de Vila Velha de Ródão vai promover recriações históricas com base na lenda do rei Wamba nos primeiros fins de semana de abril, maio e junho. O local escolhido não poderia ser outro que não o próprio Castelo, situado na margem norte das Portas de Ródão, e toda a envolvente de natureza que o carateriza.

O Município de Vila Velha de Ródão vai promover recriações históricas com base na lenda do rei Wamba nos primeiros fins de semana de abril, maio e junho. O local escolhido não poderia ser outro que não o próprio Castelo, situado na margem norte das Portas de Ródão, e toda a envolvente de natureza que o carateriza.

Os eventos realizam-se nos dias 7 e 8 de abril, 5 e 6 de maio e 2 e 3 de junho, decorrendo sempre nas tardes de sábado e domingo, entre as 13h00 e as 18h00. Em cada tarde, terão lugar três teatralizações a partir da lenda do Castelo do rei Wamba.

O acesso ao local será garantido por um autocarro disponibilizado pelo Município e terá como local de partida a Casa de Artes e Cultura do Tejo. A presença de grupos deverá ser feita por marcação, através do endereço de e-mail turismo@cm-vvrodao.pt.

Segundo a lenda, Wamba era um rei visigodo e senhor das terras da margem norte do Tejo, que reinou entre 672 e 680 e tinha como inimigo o rei mouro, que dominava a margem sul.

Na ausência do marido, a mulher de Wamba apaixonou-se pelo rei mouro e os dois namoravam sentados em cadeiras de pedra, cada um do seu lado do rio. Ora, para ir buscar a rainha cristã, o rei mouro escavou um túnel por baixo do Tejo, mas falhou os cálculos e o túnel saiu na escarpa sul, acima do nível da água. Ainda assim os amantes conseguiram fugir.

Descoberta a traição, o rei Wamba disfarçou-se de mendigo e foi ao castelo mouro, sendo reconhecido pela rainha adúltera que fingiu escondê-lo, apenas para depois o denunciar. Como último pedido antes da morte, Wamba rogou poder soprar o corno que trazia consigo. Era um sinal para que os seus filhos e respetivos soldados avançassem sobre o castelo mouro, conseguindo levar de volta a rainha, que, depois de julgada, foi condenada a ser atada à mó de um moinho e atirada a rebolar pela escarpa abaixo até ao Tejo.

Reza a lenda que, fruto da maldição da rainha, no sítio onde passou a pedra, nunca mais cresceu qualquer vegetação até aos dias de hoje.

 

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