Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
As distritais do Bloco de Esquerda da Região Centro exigiram que o ministro da Cultura demita de imediato da diretora regional de Cultura do Centro, que elogiou uma companhia de Leiria que “não pedia dinheiro” ao Estado.
As distritais do Bloco de Esquerda da Região Centro exigiram que o ministro da Cultura demita de imediato da diretora regional de Cultura do Centro, que elogiou uma companhia de Leiria que “não pedia dinheiro” ao Estado.
Em causa estão declarações de Celeste Amaro feitas em Leiria no dia 02 de março: "Vim cá a Leiria porque, por incrível que pareça, não me pediram dinheiro [o grupo Leirena]. Como é possível? Ainda por cima na área do teatro! Foi algo que me tocou bastante. É uma lição de como um grupo de teatro profissional, com três atores, que se dedica de corpo e alma ao seu trabalho, vive sem pedir dinheiro, não incomoda a administração central".
Na sequência destas declarações e depois de vários protestos, incluindo uma petição que exige a demissão da responsável, os coordenadores distritais do Bloco de Esquerda (BE) de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Santarém e Viseu exigem que o ministro Luís Filipe Castro Mendes substitua de imediato Celeste Amaro, já que esta “demonstrou não saber estar à altura da dignidade do cargo para o qual foi nomeada”.
“Ao minimizar a gravidade das declarações, o ministro da Cultura torna-se corresponsável por esta afronta aos agentes culturais, à generalidade dos cidadãos e das cidadãs, aos/às funcionários/as públicos/as que dignificam os lugares que ocupam e ao próprio Estado Português, enquanto garante do interesse público no nosso país. Ao fazê-lo, o Ministro contribui para alimentar a inaceitável narrativa da ‘subsidio-dependência’ dos artistas e das estruturas de criação, contradizendo também ele os princípios do Governo a que pertence”, indicam.
Para o BE, este é “um comportamento que é particularmente danoso, também do ponto de vista simbólico, numa altura em que os agentes culturais que prestam serviço público sofrem as consequências dos cortes no financiamento da cultura realizados desde 2010, que o atual Governo tarda em corrigir, e dos lamentáveis atrasos na concretização do novo modelo de apoio às artes, pelos quais é responsável”.
Celeste Amaro é ouvida hoje, na Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto da Assembleia da República, na sequência de um requerimento do grupo parlamentar do PCP sobre as declarações que proferiu acerca da não candidatura a apoios públicos às artes por parte do Leirena Teatro.
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