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Região 29 de maio de 2018

Proença-a-Nova:Turismo sénior pode ser a resposta no combate ao despovoamento do interior

Por: Diario Digital Castelo Branco

O crescimento do turismo, em especial na classe sénior, pode ser uma das respostas para combater o despovoamento do interior: esta foi uma das conclusões Seminário (Re) Pensar o Envelhecimento, que aconteceu no dia 18 de maio, no Auditório Municipal de Proença-a-Nova.

O crescimento do turismo, em especial na classe sénior, pode ser uma das respostas para combater o despovoamento do interior: esta foi uma das conclusões Seminário (Re) Pensar o Envelhecimento, que aconteceu no dia 18 de maio, no Auditório Municipal de Proença-a-Nova.

Para o presidente da Câmara Municipal, João Lobo, “o envelhecimento é um estado da nossa vida que se traduz no melhor patamar. Envelhecer não tem de ser mau, ao contrário do que a maioria da sociedade pensa. Evoluímos vinte anos na longevidade e a comunidade tem de repensar este envelhecimento do ponto de vista dos cuidados, focando-se na melhoria de qualidade de vida das pessoas; e das infraestruturas, adaptando o meio urbano à perda de mobilidade; mas também encarar este tema como um ativo na economia e na atratividade dos territórios para o turismo sénior”, afirma João Lobo. “É toda esta panóplia de abordagens que o envelhecimento nos dá que faz com que, contrariamente ao que pensamos que é mau, possamos olhar para o nosso território e termos a consciência que prestamos os melhores cuidados às pessoas, mas também sermos capazes de ser atrativos para mobilizar os seniores, criando valor na economia local”. 

O envelhecimento tem um grande impacto social, ao nível da área da saúde e ao nível do turismo. A classe sénior tem um peso crescente no turismo, pois tem maior disponibilidade financeira, cultural e representa um fluxo turístico de longa duração. Tal como o presidente da Fundação Inatel, Francisco Madelino, referiu na sua intervenção, “o turismo sénior é o que mais revoluciona o setor do turismo. No interior, o envelhecimento da população é uma oportunidade para o turismo crescer, pois cria novos negócios, gera riqueza e fixa pessoas jovens no interior. É um elemento que contraria o despovoamento no interior. O desafio é drenar o fluxo de turistas que todos os dias chegam a Lisboa e Porto para o interior.”

Encarar o envelhecimento como um fenómeno transversal a toda a sociedade e pensar este tema do ponto de vista dos cuidados, das infraestruturas, da economia social e do turismo, mas sobretudo focando-se nas pessoas e no seu bem-estar, foram os principais objetivos do Seminário e que trouxe a Proença-a-Nova vários especialistas que repensaram este tema. Os cinco painéis deste seminário, organizado pelo Município de Proença-a-Nova, em parceria com o Projeto Promover e Integrar do CLDS 3G, abordaram diversos temas com um ponto em comum: o bem-estar das pessoas.

Luísa Pimentel, do Instituto Politécnico de Leiria, apresentou o tema dos cuidadores informais na família, referindo aquilo que ainda falta fazer para reconhecer o trabalho destes. Ana João Santos, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, deu a conhecer o lado menos bom de envelhecer: a violência contra pessoas idosas, que assume diversos tipos e tem diferentes perceções pela sociedade e pela própria vítima. A bioética, os direitos e deveres do paciente e do médico foram temas trazidos a este debate por Vilaça Ramos.

Vítor Pinheira, do Instituto Politécnico de Castelo Branco, e Adelino Ribeiro, do MPT – Mobilidade e Planeamento do Território, debateram os desafios da perda de mobilidade e as adaptações do meio urbano, do ponto de vista das infraestruturas, de modo a criar territórios mais acessíveis e atrativos para todos.

As demências e os cuidados em fim de vida foram os temas fortes que encerraram este seminário, com intervenções de Ana Catarina Santos, do Hospital do Mar, e Ana Paula Sapeta do Instituto Politécnico de Castelo Branco e que criaram maior impacto emocional na plateia.

António Paisana e Jorge Pintado, do Centro de Saúde de Proença-a-Nova, moderaram os debates ao longo do dia e encerraram o seminário, concluindo que cabe a todos nós o esforço e o contributo para a melhoria da qualidade de vida dos idosos. “Todos saímos daqui um pouco diferentes. O agitar de consciências, o avivar da nossa ignorância em muitos aspetos, o alertar para reorientar a nossa atuação e sentido perante os mais velhos revela-nos que temos muito para aprender”, rematou Jorge Pintado.

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