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Região 23 de dezembro de 2018

Família de seis sírios acolhida em Proença-a-Nova

Por: Jornal

Um casal e os seus quatro filhos, provenientes da Síria, chegaram esta semana à vila de Proença-a-Nova onde vão reiniciar a vida depois da saída forçada do seu país devido à guerra.

Um casal e os seus quatro filhos, provenientes da Síria, chegaram esta semana à vila de Proença-a-Nova onde vão reiniciar a vida depois da saída forçada do seu país devido à guerra.

Os seis sírios fazem parte de um grupo de 33 refugiados que se encontram em Portugal no âmbito do Programa Voluntário de Reinstalação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, a ACNUR como o Diário Digital Castelo Branco já tinha adiantado.

A gestão do processo está a ser realizada em conjunto com o Município que cedeu o alojamento e está a ajudar nos aspetos práticos de uma nova vida num país desconhecido, nomeadamente a inscrição dos filhos (de 17, 14, 12 e 10 anos) na escola, Segurança Social, Finanças, entre outros. Na próxima semana, a família iniciará aulas de português para que a integração seja mais facilitada.

Na passada sexta-feira, dia 21, a família foi recebida pelo executivo municipal para as boas-vindas ao país e a Proença-a-Nova. “É minha expetativa, em primeiro lugar, que esta família encontre aqui a estabilidade que necessita depois de uma experiência de guerra e de fuga do país de origem que, com certeza, deixou marcas; e naturalmente que a integração seja tranquila e que se sintam bem-vindos”, afirmou em comunicado o presidente da Câmara Municipal João Lobo. Dois dos filhos já visitaram inclusivamente as instalações da ADCPN – Associação Desportiva Cultural de Proença-a-Nova, nomeadamente o campo de futebol, onde irão integrar os treinos nos respetivos escalões.

Um dos próximos passos será encontrar trabalho para o patriarca da família, barbeiro de profissão. “O problema do despovoamento do Interior do país também está ligado à questão da empregabilidade e esperamos que os investimentos que temos vindo a anunciar comecem a dar frutos a este nível já no início do próximo ano, para que possamos dar resposta a esta situação imediata e a muitas outras para fixarmos população”, acrescenta João Lobo.

Antes de Portugal, os 33 refugiados estavam no Egito, ao cuidado da ONU, e para além de Proença-a-Nova foram instalados nos concelhos de Coimbra, Alvito e Lisboa. Até final de 2019, Portugal receberá mais de mil refugiados, respondendo a um pedido da Comissão Europeia.

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