Proença-a-Nova: Floresta, turismo, arte e cultura em destaque no Encontro de Associações

Pelo quarto ano consecutivo, o Município de Proença-a-Nova reuniu as associações do concelho, num encontro realizado a 12 de janeiro na sede da Associação da Maljoga e que apresentou como principais temáticas a floresta, o turismo, a arte e a cultura que, em comum, têm um importante denominador: as pessoas.

 

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  • Publicado: 2019-01-16
  • Autor: Diario Digital Castelo Branco

Pelo quarto ano consecutivo, o Município de Proença-a-Nova reuniu as associações do concelho, num encontro realizado a 12 de janeiro na sede da Associação da Maljoga e que apresentou como principais temáticas a floresta, o turismo, a arte e a cultura que, em comum, têm um importante denominador: as pessoas, estejam elas enquadradas nos corpos dirigentes das associações ou simplesmente como habitantes do território. “Todos fazemos a diferença”, referiu o presidente da autarquia na sua intervenção.

João Lobo apresentou as linhas gerais de um projeto piloto que a Câmara está a alavancar quanto à gestão de combustível nas faixas de proteção dos aglomerados populacionais. “Estamos a regulamentar um apoio municipal com o objetivo de, depois da limpeza feita, tirarmos rentabilidade onde não podemos ter eucaliptos nem pinheiros ou outras espécies que podem propagar o fogo com mais intensidade. Os apoios só vão ser dados para a globalidade do perímetro. Quem tiver a condição de se associar e de olhar para um problema que é de todos e não é do próprio, então vai ter apoio mecânico na parte dos terrenos e na plantação de árvores que serão definidas em função dos bioindicadores do solo e da sua rentabilidade”. João Lobo desafiou as associações a organizarem-se de forma a obterem a concordância de todos os proprietários de terrenos nas faixas de proteção dos aglomerados urbanos, além de que nestas situações o projeto será valorizado.

Reforçando a mensagem de que é importante valorizar a floresta e dela retirar valor, João Lobo destacou o impacto de uma floresta cuidada em sectores fundamentais para o território como o turismo, na sequência da apresentação realizada pela diretora de marketing e promoção do Turismo de Portugal.

Fazendo referência à eleição de Portugal, pelo segundo ano consecutivo, como o melhor destino turístico do mundo, Lídia Monteiro reforçou que não há nenhum país, nos 35 anos em que existe o prémio, que o tenha recebido por duas vezes.

“Não é uma qualquer eleição. O turismo é uma atividade transversal que nos toca a todos e, no fundo, é uma atividade que nos convoca a todos”. Não tendo monumentos impactantes como a Torre Eiffel ou o Museu do Prado, uma das motivações dos milhões de turistas para visitar Portugal são precisamente os portugueses na sua forma genuína, despreocupada e autêntica de receber. “Receber bem em Portugal não é marketing, receber bem em Portugal é natural”, referiu a diretora coordenadora do turismo de Portugal.

“Aqui neste território existe uma autenticidade que é profundamente valorizada, ou seja, não é necessário provavelmente termos um grande património edificado para que as pessoas venham visitar estes territórios. Existe, desde logo, algo que é fantástico que tem a ver com as coisas simples e autênticas que aqui se podem experienciar”.

Lídia Monteiro considera que a experiência turística está dependente dos territórios e é fundamental para a recomendação do destino. “Vocês que estão aqui são provavelmente as pessoas mais responsáveis para que os turistas que nos visitam tenham uma boa experiência turística”, referiu, elencando fatores como o meio ambiente cuidado, a valorização do espaço público ou a animação nas próprias associações. “Isso é muito importante para que a experiência turística seja valorizada”.

Para complementar as atividades já propostas pelas associações, o vice-presidente João Manso apresentou o projeto de cultura inesperada e descentralizada que pretende levar concertos e outras formas de arte e cultura a vários pontos do concelho, como forma de descentralizar iniciativas e de promover as aldeias, sendo da responsabilidade das associações a elaboração de propostas ou, em certas situações, de demonstrarem disponibilidade em receber as atividades.

Nas restantes apresentações do Encontro Associativo, falou-se de intervenção artística em espaços públicos e ainda da necessidade de se recolher memórias das aldeias para preservar este património imaterial, em todas as vertentes, em publicações próprias ou conjuntas que o Município se encontra a elaborar, nomeadamente dos textos do ABC das Localidades, mensalmente publicados na agenda cultural, ou da carta gastronómica.

Depois da Maljoga ter recebido o Encontro Associativo, com a presença de 22 associações, fez-se a eleição da próxima associação a receber a iniciativa em 2020, sendo anfitriã a associação de Sobral Fernando.

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