Por: Patrícia Calado
O secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa, recordou este sábado o programa criado pelo Governo de concursos de 1700 milhões de euros para apoiar o investimento empresarial no interior, no âmbito da reprogramação do Portugal 2020.
O secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa, recordou este sábado o programa criado pelo Governo de concursos de 1700 milhões de euros para apoiar o investimento empresarial no interior, no âmbito da reprogramação do Portugal 2020.
“Estamos a contribuir para que tenhamos melhores condições no interior. São os Fundos Comunitários que nos permitem realizar investimentos […] Temos de ter empresas para ter emprego e pessoas […] e que seja aqui que possamos criar mais empresas e emprego, que ajude a fixar população”, salientou António Costa, durante a sessão de encerramento da convenção regional “Que Europa no futuro da tua região”, enquadrada na campanha socialista para as eleições europeias.
O Primeiro-Ministro frisou ainda as medidas tomadas com o intuito de valorizar o Interior, nomeadamente o aumento de número de vagas nas instituições de Ensino Superior, como a Universidade da Beira Interior e o Instituto Politécnico de Castelo Branco, a descentralização da Secretaria de Estado da Valorização do Interior, liderada por João Paulo Catarino, para Castelo Branco, e o investimento feito nas infraestruturas rodoviárias e ferroviárias.
António Costa veio a Castelo Branco para defender que é crucial que a população se mobilize em prol da defesa da União Europeia (UE), salientando que para existirem territórios com menores assimetrias e sociedades mais coesas é fundamental que própria UE proteja Portugal.
“Nós temos mesmo que nos mobilizar para defender a União Europeia. Porque se nós queremos regular a tal globalização, se queremos criar universidades cada vez mais modernas, empresas cada vez mais competitivas, sociedades cada vez mais coesas, territórios cada vez com menores assimetrias, nós precisamos da UE. É esse apoio da União Europeia que nós precisamos”, afirmou.
Nesta sessão de encerramento, o Secretário-Geral do Partido Socialista ainda teve tempo para relembrar os tempos de austeridade, elogiando o trabalho do Governo que conseguiu “inverter” este cenário.
“Aqui não é uma questão de otimismo ou pessimismo, é mesmo uma questão de determinação. Porque há três anos aquilo que nos diziam é que não tinham escolhas: ou nos subjugávamos à austeridade e nos podíamos manter na Europa e no euro — e tínhamos de manter os salários cortados e as pensões cortadas e um enorme aumento de impostos sem alteração — ou então para romper com a austeridade tínhamos de sair do euro e da Europa. Aquilo que conseguimos provar, em três anos é que foi possível devolver os salários, devolver as pensões, aumentar as prestações sociais, começar a recuperar do grande desinvestimento que foi feito no Serviço Nacional de Saúde, aumentar o investimento na escola pública, fazer uma diminuição significativa da tributação sobre os salários, fazer dois aumentos extraordinários das pensões mais baixas”, descreveu.
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