Idanha/Castelo Branco: BE denuncia poluição no Rio Ponsul e questiona Governo

O rio Ponsul nasce no concelho de Idanha-a-Nova e acaba por atravessar o de Castelo Branco por ser um afluente da margem direita do rio Tejo. Desagua em Malpica do Tejo, traçando a fronteira entre os concelhos de Castelo Branco e de Vila Velha de Ródão.

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  • Publicado: 2019-03-04
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

O rio Ponsul nasce no concelho de Idanha-a-Nova e acaba por atravessar o de Castelo Branco por ser um afluente da margem direita do rio Tejo. Desagua em Malpica do Tejo, traçando a fronteira entre os concelhos de Castelo Branco e de Vila Velha de Ródão.

Em comunicado a que o DDCB teve acesso, o Bloco de Esquerda BE refere as fotos que a BBTV publicou no Facebook onde é visível que as águas deste rio estavam extremamente poluídas. Estas fotos foram tiradas junto ao cais fluvial de Lentiscais. Os Bloquistas afirmam que já em novembro de 2018 a Quercus denunciava problemas de eutrofização nos afluentes do Rio Tejo. Na altura, a associação ambientalista detetava a presença anormal de “uma quantidade massiva” de lentilha de água (Lemna sp.) ao largo de vários quilómetros no troço internacional do Tejo e nos seus afluentes Ponsul e Aravil, no distrito de Castelo Branco. A Quercus, denunciava ainda que estas ocorrências têm vindo a ser cada vez mais frequentes nos últimos anos devido aos nutrientes provenientes de poluição, o que tem contribuído em grande escala para a formação recorrente destes tapetes densos de vegetação à superfície do rio.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA), confirmou que de facto o rio Ponsul se encontrava impregnado desta planta aquática e que a ocorrência do “bloom” se devia a teores elevados em fósforo, um dos parâmetros que foi responsável pelo estado ecológico inferior a Bom, no troço do rio Ponsul, entre a Senhora da Graça (junto a Idanha-a-Nova) e a albufeira de Cedillo (Espanha). Acrescentavam ainda, no esclarecimento feito à Lusa que “o teor elevado em Fósforo tem origem nos setores urbano, agrícola e pecuário”.

No ano passado e anterior, vários foram os episódios de grande poluição do Rio Tejo que preocuparam os cidadãos e os ambientalistas. Por diversas vezes o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda trouxe também a questão ao parlamento, alertando o Governo para o que se passava. É necessário, assim, atuar também nestes episódios nos afluentes do Rio para garantir a qualidade das águas e o cumprimento da Diretiva Quadro da Água.

Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério do Ambiente e Transição Energética, as seguintes perguntas:

  1. Tem o Governo conhecimento de mais este episódio?
  2. Que diligências tem tomado a Agência Portuguesa do Ambiente no sentido de prevenir este estado da água do rio Ponsul e garantir um Bom estado da água?
  3. Que denúncias tem existido desde 2015 relativamente a descargas de resíduos no rio Ponsul?
  4. São conhecidos os focos de poluição e consequente eutrofização do rio Ponsul?
  5. Que licenças de utilização dos recursos hídricos para descargas, e em que áreas de atividade, existem ao longo deste rio?

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