Por: Diário Digital Castelo Branco com Lusa
O distrito de Castelo Branco está há sete anos sem registar falsos alarmes de incêndios florestais e, quanto a reacendimentos, registou apenas dois, anunciou o comandante operacional distrital de Castelo Branco, Francisco Peraboa. "Este ano tivemos zero por cento de reacendimentos, uma das principais causas de grandes incêndios. Somos o único distrito até ao momento sem reacendimentos registados. Há cerca de seis anos que o distrito tem o menor número de reacendimentos, apenas dois", afirmou.
O distrito de Castelo Branco está há sete anos sem registar falsos alarmes de incêndios florestais e, quanto a reacendimentos, registou apenas dois, anunciou o comandante operacional distrital de Castelo Branco, Francisco Peraboa.
"Este ano tivemos zero por cento de reacendimentos, uma das principais causas de grandes incêndios. Somos o único distrito até ao momento sem reacendimentos registados. Há cerca de seis anos que o distrito tem o menor número de reacendimentos, apenas dois", afirmou.
O comandante operacional distrital de Castelo Branco, Francisco Peraboa, falava ontem durante o balanço de 2019 do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) no distrito.
Segundo o responsável, a área ardida no distrito de Castelo Branco foi de 6.447 hectares, sendo que, em 97% das ocorrências, a área ardida não foi superior a um hectare.
Contudo, Francisco Peraboa lembrou que, este ano, num único incêndio (Vila de Rei e Sertã) arderam cerca de cinco mil hectares.
"Uma única ocorrência [incêndio de Vila de Rei e Sertã] contribuiu para este número que temos [6.447 hectares]. Este foi um ano especialmente severo face a 2017 e 2018", frisou.
Tendo em conta que a estimativa para o distrito de Castelo Branco situava-se nos 14 mil hectares de área ardida em 2019, o responsável pelo Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) considera os números "aceitáveis".
"O distrito de Castelo Branco tem mais de 600 mil hectares e mais de 330 mil são de floresta pura e dura", sublinhou.
Já em relação ao número de ignições, foram registadas um total de 456, menos 7% face à média da última década, sendo que o total da área ardida este ano corresponde a menos 22% do que a média dos últimos 10 anos.
No terreno, estiveram envolvidos um total de 20 mil operacionais e 5.500 meios terrestres, houve 300 ações com helicópteros, registaram-se 173 missões envolvendo aviões e estiveram ainda envolvidas 74 máquinas de rasto e 330 operacionais.
"Os ataques iniciais procurámos que fossem musculados, com o envolvimento de 54 operacionais e 16 meios terrestres", disse.
Já em relação às causas que estiveram na origem das ignições, o comandante do CDOS de Castelo Branco disse que 44% são imputáveis à atividade do ser humano.
"É preciso envolver o cidadão e transformá-lo no primeiro agente da Proteção Civil. É no cidadão que está o alerta e a primeira intervenção. É preciso que perceba a mais valia que tem enquanto agente de Proteção Civil. Este é o caminho certo para melhorar o sistema", concluiu.
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