Para assinalar o dia 14 de fevereiro - Dia dos Namorados, a Amato Lusitano – Associação de Desenvolvimento, através da Estrutura de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica, realizou uma campanha de sensibilização de combate à Violência no Namoro denominada “Mereces Melhor!”.
Segundo informação a que o Diário Digital teve acesso, a campanha teve como objetivo promover o reconhecimento de situações e comportamentos de Violência no Namoro, quer seja ela psicológica, física, social ou sexual.
A campanha promovida online e junto das alunas e alunos do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) e dos Agrupamentos de Escolas de Castelo Branco, procurou evidenciar imagens e frases representativas de comportamentos e tipos de violência no namoro, sensibilizando a comunidade para a importância da denúncia.
De referir que segundo o “Estudo Nacional sobre a Violência no Namoro – 2019” realizado pela UMAR, de um total de 4938 jovens com idades entre os 11 e os 20 anos, 34% reporta ter vivenciado situações de violência psicológica, 31% reporta ter vivenciado perseguições, 21% violência através das redes sociais, 19% situações de controlo, 13% violência sexual e 11% reporta ter vivenciado violência física por parte de um/a companheiro/a. Neste estudo, alguns dos comportamentos mais legitimados pelos/as jovens são o acesso a redes sociais sem autorização, comportamentos de violência psicológica,
a proibição de vestir uma determinada peça de roupa, e obrigar o/a companheiro/a fazer algo que não quer.
Quanto a estudantes universitários, a Associação Plano i promoveu o ‘Estudo Nacional sobre a Violência no Namoro em Contexto Universitário: Crenças e Práticas – 2017/2019’. Neste estudo verificou-se que, de um total de 2683 estudantes universitários, 54,7% reportaram já ter sofrido pelo menos um ato de violência no namoro e 34,3% dos/as participantes já praticaram pelo menos um ato de violência no namoro. Neste mesmo estudo pôde verificar-se que a violência psicológica era o tipo de violência mais comum nas relações de namoro, seguida da violência social, da violência física e, por fim, da violência sexual.