Por: Diário Digital Castelo Branco/Lusa
A Câmara de Idanha-a-Nova decidiu hoje encerrar os equipamentos públicos, cancelar todas as atividades e eventos públicos da responsabilidade do município e reduzir o horário dos estabelecimentos de restauração como medida de prevenção da propagação do Covid-19.
Em comunicado enviado à agência Lusa, o presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, explica que a decisão foi tomada, por unanimidade, em reunião do executivo municipal.
"A proposta fundamenta-se nos princípios da prevenção e da proporcionalidade, visando contribuir para a proteção da saúde pública e para o esforço de contenção do surto epidemiológico aqui em causa", lê-se na nota.
Foi decidido o encerramento ao público das piscinas municipais, ginásio municipal, pavilhões gimnodesportivos geridos pelo município, biblioteca e arquivo municipal, auditórios, rede museológica, ‘cyber' espaço e polo de Idanha-a-Nova do Conservatório Regional de Castelo Branco, postos de turismo, serviço de proximidade do Couto da Várzea, serviço de atendimento ao munícipe e mercado municipal.
Este município do distrito de Castelo Branco decidiu ainda suspender os transportes organizados pela autarquia, a utilização dos estádios municipais de acordo com a orientações da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), cancelar as feiras e mercados municipais e reduzir o horário da restauração das 02:00 para as 00:00.
"Estas medidas estão sujeitas a avaliação permanente, são temporárias, mutáveis e durarão até que haja orientações em sentido contrário, podendo eventualmente ser necessário reforçar as mesmas em função da evolução da situação e produzem efeitos a partir da data do despacho e vigorarão pelo período estritamente necessário a assegurar os fins em vista", explica a autarquia.
Armindo jacinto apela ainda para aos munícipes que adotem um "comportamento sereno e responsável" e sigam rigorosamente todas as recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS).
O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro de 2019, na China, e já provocou quase cinco mil mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde a declarar a doença como pandemia.
O número de infetados ultrapassou as 130 mil pessoas, com casos registados em mais de 100 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 112 casos confirmados.
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