A Distrital do PSD Castelo Branco entende que a gravidade das acusações ao Presidente do Município de Castelo Branco, Luis Correia e à atual Presidente da Federação do PS Castelo Branco, deputada à Assembleia da República, Hortense Martins, esposa do autarca albicastrense, pressupõem um esclarecimento cabal.
Em comunicado de imprensa, os Sociais Democratas dizem que "Os albicastrenses começam agora a perceber 'o modus operandi' dos últimos sete anos do Partido Socialista de Castelo Branco. Onde as opiniões se compram com promessas e dinheiro público", lê-se no texto.
A nota refere ainda que por muito que Luis Correia acuse o PSD de conjurar uma conspiração, a única conspiração existente "é a teia de factos, bem descritos nas páginas dos órgãos de comunicação social, nos programas televisivos exibidos recentemente e em inquéritos realizados no âmbito de processos judiciais em curso".
Á imprensa, Luis Correia afirmou que “tudo não passa de uma estratégia entre a oposição e um número reduzidíssimo de militantes do meu partido, com a conivência da comunicação social terem coincidido com uma efeméride pessoal.”
O PSD diz não andar a reboque das efemérides pessoais, defende o direito a um serviço público de qualidade que não foi defendido pelas decisões do autarca, enquanto Presidente de Câmara e que a sua estratégia é "aquela que luta por um futuro melhor para o Concelho de Castelo Branco".
Os Sociais Democratas dizem que Luis Correia afirma que “com o objetivo de denegrir a imagem do presidente da Câmara, estão a denegrir a imagem de Castelo Branco.” e referem ser "Um erro típico do autarca. Definitivamente, Castelo Branco não merece ser confundida com alguém que não foi capaz de honrar os compromissos com quem o elegeu em 2017.
Luis Correia afirma que “Porque é que se fala de contratos à empresa Investel e se esconde que se trata de três requisições que totalizam 2370 euros?”
Um argumento inverosímil utilizado por alguém que lidera o Executivo municipal albicastrense há 7 anos, e foi gestor público durante algum tempo noutras instituições.
Para além de ser acusado de negociar com o pai, também negociou com a empresa, onde a esposa Hortense Martins detém uma quota. Para quem exige rigor na informação jornalística, é muito “poucochinho” na gestão de dinheiros públicos.
Em relação ao negócio com a VTE Eventos, depois de contratar serviços e assinar os respetivos contratos, publicados no portal da Contratação Pública sem qualquer clausula de salvaguarda numa situação de pandemia, afirma que “Como é possível levantar-se este tipo de questões quando ainda não foi pago nada?”
Se ainda não foi pago nada, neste preciso momento, foi porque o Vereador eleito pelo PSD, Carlos Almeida, através das constantes perguntas em Sessões Camarárias denunciou a existência dos respetivos contratos, sem cláusula de salvaguarda em caso de incumprimento, conforme ficou patente na reportagem televisiva da RTP.
Luis Correia concluiu, afirmando “a convicção de que nada fiz que pudesse manchar o meu desempenho público.”
Se o Presidente da Câmara, após lhe terem sido imputados dois crimes de prevaricação, um deles em co-autoria com o pai e o outro por serviços contratualizados à empresa do sogro e da mulher, entende que não manchou o seu desempenho público, entendemos que a sua noção de desempenho público não corresponde às necessidades do Concelho de Castelo Branco e só lhe resta a saída pela porta pequena.