Introduza pelo menos 5 caracteres.
img
Região 23 de junho de 2020

Incêndios: Deputada do PSD de Castelo Branco afirma que "na floresta do Pinhal Interior nada mudou”

Por: Diário Digital Castelo Branco

O grupo parlamentar da Assembleia da República do PSD suscitou, na quinta-feira, 18 de junho, um debate parlamentar de atualidade sobre os incêndios de Pedrógão Grande ocorridos há três anos. 

Segundo a informação enviada ao Diário Digital Castelo Branco, no início do debate, o PSD apontou as falhas do Governo ao longo dos últimos três anos e, no final da discussão, Cláudia André, deputada do PSD eleita pelo círculo eleitoral de Castelo Branco , fez notar que nada mudou nos territórios atingidos pelos incêndios que devastaram vários concelhos do Pinhal Interior. Para a deputada, natural da região fustigada, “a floresta é a vida dos seus habitantes; seiva e sangue são quase sinónimos; lá o ganha-pão daqueles portugueses depende direta e indiretamente da floresta”.

Ao recordar que ao longo dos últimos três anos “muitos foram os documentos publicados e apresentados”, que defendiam que a floresta “terá de ser encarada como uma parte da solução e nunca do problema e para que tal aconteça é fundamental existir reflorestação planeada, só assim a floresta será um dos agentes que contribui estruturalmente para a mitigação dos incêndios”.

Cláudia André questionou o ministro do Ambiente sobre “quantos hectares de floresta foram rearborizados ou plantados nas áreas dos incêndios 2017 com responsabilidade direta do seu ministério?” Criticando o Governo por se escudar na “desculpa da pequena propriedade e do desordenamento florestal, de há décadas,” a deputada social-democrata afirma mesmo que o governo anunciou “promessas sem o fim que nós sabemos que devia ter sido dado” enquanto aqueles problemas já eram uma realidade na altura das promessas. Salientando ainda que as gentes do Pinhal sentem “na pele que nada disto foi feito”.

Cláudia André recordou ainda que na apresentação de um projeto piloto de reflorestação nas terras afetadas pelos incêndios, o Primeiro-Ministro afirmou que “deixar a floresta crescer livremente é criar condições para que ela seja combustível”. Desta forma a deputada alertou para o facto de o Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais ter, ao longo das suas 144 páginas, a palavra incêndio é “referida 268 vezes, já a palavra reflorestação é referida uma única vez”. Para a parlamentar, “investir apenas nos meios de combate sem investir na floresta é como o Ministério da Saúde, durante esta pandemia, reforçar apenas só os cuidados intensivos dos hospitais sem nenhuma outra ação”.

Cláudia André alertou o ministro do Ambiente reforçando que uma aposta na reflorestação do Pinhal Interior “é apostar no aumento da riqueza do país e ainda apostar numa melhor qualidade ambiental”.

A deputada lembrou que os “20 planos de paisagem não existem, estão todos só no papel” e, por isso, quis ainda saber “onde está o financiamento para estes planos”. “Onde estão as portarias que em 21 de maio o Conselho de Ministros anunciou que iria atribuir e tornar mais fácil toda esta plantação? E onde se localizam estes mil quilómetros de água e ribeiros intervencionados que o senhor [ministro] também tem falado em todas as intervenções?”, interrogou.

Três anos depois dos incêndios, para Cláudia André, na floresta do Pinhal Interior nada mudou. “Os senhores do Governo foram embora, as árvores, muitas ainda lá estão, ardidas, mas de pé, tal como toda aquela região ardida em 2017, 2018 e 2019, mas ainda de pé, por enquanto”, afirmou.

Partilhar:

Relacionadas

Newsletter

Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.

Siga-nos

Acompanhe as nossas redes sociais e fique por dentro das novidades.

© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet

Link copiado!