O Núcleo Concelhio do Bloco de Esquerda (BE) da Covilhã vê com preocupação e incerteza a situação da mobilidade urbana do concelho, em especial a situação dos transportes públicos.
Em comunicado de imprensa enviado ao Diário Digital Castelo Branco, os bloquistas afirmam que há falta de clareza e transparência em todo o processo e o executivo municipal mostra-se inábil e impreparado para resolver a situação que, a cada dia, evolui de forma a evidenciar a negligência com que a Câmara tem tratado o assunto.
O BE refere que o executivo municipal, que tomou posse em 2013, ainda não conseguiu preparar atempadamente um concurso para substituir a concessão atual que concluiu a sua prestação de serviço em setembro de 2019. O concurso foi lançado apenas em abril de 2020 e teve a data para a apresentação das propostas prorrogada sucessivas vezes e permanece vazio, pois nenhuma empresa manifestou interesse.
A 25 de Agosto, a Câmara Municipal, através de nota publicada no site da autarquia, anunciou que “de forma inesperada” foi informada pelo atual concessionário, que não continuará a prestar o serviço após o dia 1º de setembro.
O BE afirma ser falsa a nota, porque já era há mais de um ano de conhecimento público que este desfecho seria inevitável. Se a Câmara Municipal alega desconhecimento é porque os interesses políticos foram outros, voltou-se apenas para as guerras internas socialistas, esquecendo o interesse público e a defesa das populações da Covilhã.
Duas notas recentes foram divulgadas pela autarquia, essa do dia 25 e outra no dia 28 de agosto, em nenhuma delas está claro a forma como o município irá assegurar a continuidade dos serviços, que para o BE é motivo de grande preocupação pela importância estratégica que a rede de transportes públicos assume na mobilidade das populações.