A Santa Casa da Misericórdia da Covilhã promoveu, no final de Julho, uma reunião técnica de acompanhamento sobre o futuro das duas Unidades de Cuidados Continuados, que a instituição pretende concretizar.
Segundo a informação enviada ao Diário Digital Castelo Branco, trata-se de um projecto missão, que deve ser encarado como um todo nacional, mobilizador de pessoas e instituições, muito importante e benéfico para a comunidade da Covilhã, e para a região, que a Santa Casa
da Misericórdia se compromete operacionalizar.
A sessão de trabalho reuniu a Administração Regional de Saúde do Centro, órgãos sociais da Misericórdia da
Covilhã e responsáveis de diversas entidades, nomeadamente Câmara Municipal da Covilhã, representada
por Hélio Fazendeiro e Cristina Maximino, e o Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira, representado pelo presidente do Conselho de Administração, João José Casteleiro Alves, que em estreita e coesa articulação pretendem alcançar o
objectivo comum de prestar um serviço inovador aos residentes na Covilhã e na região.
Esta nova infra-estrutura destinada ao tratamento de pessoas, em situação de dependência, representa uma
parceria e cooperação entre saúde e solidariedade, não sendo apenas mais um projeto assumido pela Misericórdia da Covilhã, mas sim e, sobretudo, uma resposta conjunta entre o setor público e privado, que aposta num serviço cuidado e humanizado a cada utente.
A nova resposta social, constituída por duas Unidade de Cuidados Continuados, prevê a construção de raiz de um edifício, num terreno propriedade da Santa Casa da Misericórdia da Covilhã, localizado na periferia urbana da Covilhã, tendo como objetivo final a prestação de cuidados sociais e de saúde a 30 utentes em
cuidados de convalescença e 30 utentes em cuidados de média duração/reabilitação.
Esta unidade irá agregar as duas tipologias, através da partilha do mesmo edifício e em conformidade com todos os requisitos legais em matéria de instalações. No total, serão 60 camas distribuídas por 2 alas
constituídas por 10 quartos individuais e 10 quartos duplos, com diversas valências como ginásio, salas de Terapia da Fala e de Terapia Ocupacional, farmácia, salas de apoio de diferentes atividades e de trabalho da equipa técnica multidisciplinar. Tratando-se de uma intervenção que se pretende de elevada qualidade, contará com um corpo multidisciplinar de profissionais e que irá refletir a criação de mais de 70 novos postos de trabalho.
O panorama atual de incapacidade de resposta por parte da Rede Nacional de Cuidados Continuados gerada por maior esperança de vida da população mais idosa, o envelhecimento progressivo, o progresso social, as alterações económicas, sociológicas e demográficas, exige novas adaptações, sendo urgente reforçar, no
distrito, a capacidade de resposta em unidades de cuidados continuados e, particularmente, no concelho da Covilhã, cuja inexistência obriga os utilizadores destes serviços a uma deslocalização da área de residência.
A comitiva visitou ainda o local onde, futuramente, nascerá este novo polo inovador da saúde com diversos serviços complementares disponíveis à população e que abrirá portas a um serviço de enorme relevância social preenchendo uma lacuna existente na zona interior centro e mais objetivamente a nível distrital e concelhio.