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Região 2 de novembro de 2020

Covid-19: Câmara de Castelo Branco considera "suficientes" as novas medidas do Governo

Por: Diário Digital Castelo Branco

O presidente da Câmara de Castelo Branco afirmou hoje que as medidas anunciadas pelo Governo para os concelhos de "alto risco de contágio" por covid-19 "são suficientes".

"De acordo com aquilo que foi decidido em Conselho de Ministros na sexta-feira, vamos implementar essas medidas a partir de quarta-feira. No caso do município de Castelo Branco, temos [preparadas] mais algumas medidas para serem implementadas, caso a situação fique pior [no concelho]", afirmou à agência Lusa José Augusto Alves.

O Governo anunciou na sexta-feira que 121 municípios vão ficar abrangidos, a partir de quarta-feira, pelo dever cívico de recolhimento domiciliário, novos horários nos estabelecimentos e teletrabalho obrigatório, salvo "oposição fundamentada" pelo trabalhador, devido à pandemia de covid-19.

Castelo Branco é um desses 121 concelhos.

Segundo o primeiro-ministro, António Costa, que falava após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, em Lisboa, os restaurantes nestes 121 concelhos do continente - uma lista que será revista a cada 15 dias - passam a fechar às 22:30. Os estabelecimentos comerciais terão de fechar, na generalidade, às 22:00.

Também nestes territórios - que representam 70% da população residente -, ficam proibidas as feiras e os mercados de levante, e os eventos e celebrações ficam limitados a cinco pessoas, exceto nos casos em que os participantes pertencem ao mesmo agregado familiar.

O presidente do município de Castelo Branco adiantou que, neste momento, a tomada de medidas adicionais, para além daquelas que foram divulgadas pelo Governo, "não se justificam".

"Nos casos mais problemáticos que tínhamos (Lar de Póvoa de Rio de Moinhos, Centro João Carlos Abrunhosa da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco), as coisas estão controladas. Contudo, não sabemos o dia de amanhã. Temos que estar preparados para o pior", sustentou.

José Augusto Alves apelou à responsabilidade individual dos cidadãos para o cumprimento das medidas definidas pela Direção-Geral de Saúde (DGS), nomeadamente o uso de máscara, distanciamento físico e higienização das mãos.

"Enquanto cada um não for individualmente responsável pelo cumprimento destas normas, por mais medidas que se tomem, não conseguimos resolver o problema", concluiu.

O primeiro-ministro propôs hoje ao Presidente da República que seja decretado o estado de emergência "com natureza preventiva" para "eliminar dúvidas" sobre a ação do Governo para a proteção dos cidadãos em relação à pandemia da covid-19.

Esta posição do executivo foi transmitida por António Costa no final de uma audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, que durou 50 minutos, em vez dos 30 minutos inicialmente previstos.

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