Por: Diário Digital Castelo Branco
O Festival Fora do Lugar regressa a Idanha-a-Nova para a nona edição, entre os dias 20 de novembro e 06 de dezembro, em formato híbrido, ‘online’ e presencial, e apenas com músicos e projetos portugueses.
O programa para a 9.ª edição do Festival Fora do Lugar - Festival Internacional de Músicas Antigas estava desenhado e pronto desde o final de 2019, mas o aparecimento da pandemia da covid-19, obrigou a organização a uma profunda alteração, não só ao nível do formato, como também dos músicos.
"Quando chegou a pandemia foram desenhados vários cenários possíveis. Tínhamos um programa super internacional (maioritariamente com músicos estrangeiros) e, nessa altura, decidimos passar essa programação para 2021 e desenhar uma nova para este ano", explicou à agência Lusa, o diretor artístico da iniciativa, Filipe Faria, um dos responsáveis do projeto Arte das Musas.
Resultado da parceria entre a Arte das Musas e o município de Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, e com o apoio do Ministério da Cultura e da Direção-Geral das Artes, o Fora do Lugar - Festival Internacional de Músicas Antigas, assume uma proposta inspirada no mundo rural e chega ao tecido artístico e procura promover - a partir de um território rural, interior e raiano -, uma visão da cultura ligada, de modo umbilical, à experiência do território, do "lugar".
O programa para 2020 foi inteiramente revisto e é, agora, uma proposta ocupada e vivida por músicos e projetos portugueses: "Delineámos um projeto que, neste momento, apoiasse os músicos portugueses".
O Festival Fora do Lugar 2020 é uma edição híbrida, adaptada a estes tempos de pandemia, pelo que surge uma parte da proposta "em casa" (‘online’) e outra "no lugar" (presencial), sendo que toda a programação estará disponível nas plataformas do evento, via ‘website' (www.foradolugar.pt), Youtube (www.youtube.com/artedasmusas) e Facebook (www.facebook.com/foradolugar).
A 9.ª edição abre, com o Fim de Semana Bach Fora de Pé. Serão duas propostas para uma visita a um dos maiores compositores de sempre, Johann Sebastian Bach (1685-1750).
O concerto de abertura, no dia 20 de novembro, pelas 21:30, fica nas mãos, dedos e fole de João Barradas e do seu instrumento, o acordeão.
No dia seguinte, pelas 21:30, ainda no contexto do Fim de Semana Bach Fora de Pé, Miguel Amaral e Pedro Rodrigues trazem o seu primeiro projeto em comum, "Khytar 12.6", num programa, inteiramente dedicado a Bach, encomendado especialmente pela Arte das Musas para o Fora do Lugar 2020.
Depois do impacto da sua visita ao pequeno concerto secreto do Fora do Lugar 2019, Raquel Reis (violoncelo), Gulami Yesildal (saz e voz) e Tiago Santos (percussão) trazem o seu Üryan (nu, despido, em turco) de volta.
Gulami Yesildal, músico turco que vive em Portugal há cinco anos, lidera, no dia 27 de novembro pelas 21:30, esta visita.
No dia 28, pelas 21:30, Carlos Rodrigues, também conhecido por Kabeção, estará Fora do Lugar com o seu instrumento, o ‘handpan’.
O último fim de semana do Fora do Lugar de 2020 começa com um concerto pelo ‘ensemble’ português O Bando de Surunyo, dirigido pelo alaudista Hugo Sanches, doutorado em Estudos Musicais na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, mestre e licenciado em Música Antiga pela Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (Porto), onde é docente.
A 9.ª edição do Fora do Lugar termina com Galandum Galundaina de Paulo Preto, Paulo Meirinhos, Alexandre Meirinhos e João Pratas.
O festival promove ainda um conjunto alargado de outras atividades paralelas ao longo de todo o período entre 20 de novembro e 06 de dezembro.
O Festival Fora do Lugar de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco, integra desde abril desde ano, a Rede Europeia de Música Antiga (REMA), uma organização com sede em Paris e que junta 95 membros de 22 países.
A REMA é a única rede europeia de programadores de música antiga.
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