Em comunicado enviado aos órgãos de comunicação social, a Associação de Protecção e Apoio ao Animal Errante (APAAE) anuncia publicamente que repudia a arbitrariedade e a discricionariedade da Câmara Municipal de Castelo Branco na atribuição de subsídios de apoio extraordinário às Associações do Concelho.
A APAAE refere que a autarquia lhe deve mais de 300 mil euros dos 15 anos em que a serviu a baixíssimo custo (com muito prejuízo), numa área, cuja competência, era estritamente sua .
A Associação diz poder demonstrar o que afirma com dados objetivos disponibilizados pela própria Autarquia, obrigada que foi a isso, pelo Tribunal Administrativo de Castelo Branco.
"A Câmara Municipal de Castelo Branco está a utilizar no Centro de Recolha Oficial de Animais Errantes, os equipamentos edificados pela APAAE com recursos financeiros próprios, donativos, e verbas disponibilizadas pelos seus dirigentes para o efeito. O Executivo do Município tem conhecimento disso, mas, nunca se predispôs voluntariamente a ressarcir a APAAE.
Repudia-se, deste modo, que a Câmara Municipal de Castelo Branco distribua dinheiro público, de forma absolutamente arbitrária e discricionária às Associações, sem que antes assuma, com seriedade, e com sentido de responsabilidade, o que deve objetivamente a uma Associação, na atualidade privada de qualquer apoio autárquico, sem que sequer à mesma, tenha agradecido o apoio e a colaboração dispensada ao Município pela APAAE ao longo de mais de 15 anos", lê-se no texto enviado ao Diário Digital Castelo Branco.