Introduza pelo menos 5 caracteres.
img
Região 21 de fevereiro de 2012

Proença-a-Nova: Museu Isilda Martins é mais um polo de atração turística

Por: Diario Digital Castelo Branco

Mais do que um investimento isolado, o Museu Isilda Martins é uma peça numa estratégia que visa dotar a freguesia de Sobreira Formosa de vários polos de atração turística. 

Mais do que um investimento isolado, o Museu Isilda Martins é uma peça numa estratégia que visa dotar a freguesia de Sobreira Formosa de vários polos de atração turística.

Na sessão de inauguração do museu, em que participaram cerca de duas centenas de pessoas, o presidente da Câmara destacou a articulação deste projeto com a dinamização do Centro de Artes e Ofícios, a requalificação da aldeia do xisto de Figueira, a praia fluvial de Fróia e a criação de um núcleo museológico alusivo à azeitona e ao azeite. “Quem visitar Proença-a-Nova não poderá deixar de passar por Sobreira Formosa”, salientou João Paulo Catarino.

Isilda Martins, diretora do Grupo de Danças e Cantares Populares de Sobreira Formosa, lembrou que a “viagem ao passado” possibilitada pelo espólio agora reunido se deve a um trabalho constante prosseguido nos últimos 34 anos. A inauguração do espaço, que decorreu domingo, é a “concretização de um sonho” para o qual contribuíram os membros do rancho e o compromisso assumido pela autarquia de organização de um espaço com condições expositivas e abertura permanente ao público.

Na palestra sobre etnologia e conservação museológica que integrou o programa, o investigador Jorge Freitas Branco acentuou a importância do espólio na criação da identidade coletiva, enquanto Joana Amaral, técnica de conservação, lembrou o papel da comunidade na preservação da memória dos objetos: “De certa forma a comunidade preserva-se a ela própria através do museu”.
Após uma visita ao novo equipamento, o Grupo de Danças e Cantares interpretou alguns dos temas do seu repertório, particularmente as que evocam a apanha da azeitona e o ciclo do linho. No museu estão disponíveis dois documentários que recordam precisamente a sementeira, produção e preparação do linho até estar pronto para o tear, assim como a recolha de resina, duas atividades que no passado tiveram forte expressão no concelho.

O novo edifício, integrando o museu e o polo da biblioteca, estará aberto todos os dias, sem interrupções. Nas anteriores instalações do polo será alargado o Centro de Artes e Ofícios, de forma a permitir tanto a mostra permanente de artesanato como a produção ao vivo. Nas últimas semanas têm vindo a realizar-se reuniões preparatórias com o grupo de artesãos que aderiram à iniciativa, mas a qualquer momento novos interessados poderão associar-se, já que se pretende que o centro venha a ser um espaço dinâmico de partilha de saberes.
 

Partilhar:

Relacionadas

Newsletter

Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.

Siga-nos

Acompanhe as nossas redes sociais e fique por dentro das novidades.

© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet

Link copiado!