Por: Diario Digital Castelo Branco
Em declarações a Agência Lusa, o diretor-geral da Scutvias, concessionária da autoestrada da Beira Interior (A23), Levi Ramalho, lamentou hoje a "diabolização" das parcerias público-privadas (PPP) e considerou-as fator de "desenvolvimento" desde que tenham "conta, peso e medida".
O diretor-geral da Scutvias, concessionária da autoestrada da Beira Interior (A23), Levi Ramalho, lamentou hoje a "diabolização" das parcerias público-privadas (PPP) e considerou-as fator de "desenvolvimento" desde que tenham "conta, peso e medida".
Questionado pela agência Lusa - à margem da apresentação do VII Festival de Música da Beira Interior - sobre as queixas de contestatários das portagens, de que os contratos de concessão são demasiado generosos para os privados depois das renegociações pela introdução de portagens, Levi Ramalho lamentou a "diabolização das PPP" e considerou "um erro meter tudo no mesmo saco".
As parcerias entre Estado e privados "não são uma moda", disse aquele responsável, recordando que têm séculos de história "e interessam a todos os países. Não se fazem só em Portugal. São fatores de desenvolvimento", mas "com conta, peso e medida".
A A23 faz parte da primeira geração de Parcerias Público Privadas (PPP) nas autoestradas, “porque era indispensável ter uma via estruturante de ligação internacional, que aproximasse o litoral e o interior e criasse mobilidade na região", disse.
Para Levi Ramalho, "a necessidade da autoestrada era indiscutível, assim como de outras ligadas ao interior e ao desenvolvimento do país".
No entanto, "se se generalizaram as PPP, caso das sete recentes que vão trazer encargos a partir de 2013 e 2014 e que foram consideras uma sobrecarga adicional, isso são aspetos que têm de ser vistos muito em detalhe".
Levi Ramalho acrescentou que, apesar de já estarem a ser cobradas portagens, as alterações aos contratos de concessão "ainda não foram assinadas", mas tal não deverá passar de um pormenor administrativo. As assinaturas deverão realizar-se "dentro de dias".
O assunto está a ser tratado com o Ministério da Economia, onde em breve deverá acontecer "mais uma reunião com o secretário de Estado da tutela para saber quando serão assinadas".
Luís Veiga, porta-voz do movimento Empresários pela Subsistência do Interior, pediu no início do mês uma investigação aprofundada "aos contratos do Estado com as concessionárias das ex-SCUT", uma vez que "o grande prejuízo provém desses contratos e respetivos aditamentos".
O porta-voz defendeu que os contratos "não têm riscos para as concessionárias e contemplam uma renda garantida que lhes permite pagar aos bancos e ainda remunerar os acionistas".
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