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Economia 6 de junho de 2022

Idanha-a-Nova: Termas de Monfortinho promovem maior Festival da Beira Baixa

Por: Diário Digital Castelo Branco com Lusa

As Termas de Monfortinho, localidade da União de Freguesias de Monfortinho e Salvaterra do Extremo, concelho de Idanha-a-Nova, vão promover de 15 de Julho a 25 de Setembro um festival que apresenta música, cultura e tertúlias à região.

“O Festival ‘Termas é Monfortinho’ é um evento inovador e disruptivo. É o maior festival da Beira Baixa, com mais de 50 programas em dois meses e meio, o que é extraordinário. Monfortinho foi moda, Monfortinho é moda e Monfortinho vai ser moda”, afirmou hoje o gerente da estância termal de Termas de Monfortinho, António Trigueiros de Aragão.

Este responsável falava durante a apresentação do Festival “Termas é Monfortinho”.

O projeto nasceu há um mês e resulta de uma parceria entre o complexo termal de Termas de Monfortinho, Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, Filarmónica Idanhense, Entidade Regional de Turismo do Centro e Associação Ibérica de Turismo do Interior.

O diretor do evento, Miguel Martins, explicou que a organização não quer que este seja apenas um festival de Monfortinho ou de Idanha-a-Nova.

“Queremos que se afirme como um festival do Centro de Portugal e, em seguida, do país. E também de Espanha, que são os nossos vizinhos por natureza. Trabalhamos sempre com Espanha em mente e a comunicação do Festival também está a ser feita aí”, frisou.

Este responsável sublinhou ainda que o evento tem um único objetivo: “Promover o melhor que Idanha tem. É um festival para todos aqueles que nos visitam. Durará quase três meses para todos beneficiarem do programa que preparámos com mais de 50 atividades. É um festival gratuito”.

O evento vai realizar-se em três locais diferentes do Balneário Termal de Monfortinho: no Jardim das Laranjeiras, na Sala das Cegonhas e no Solário.

“Além da música, teremos conversas em torno dos mais diversos temas: a saúde da pele, o futuro das termas e do termalismo, nutrição, gastronomia, as relações transfronteiriças, usos e costumes locais, instrumentos tradicionais, os segredos do café, a recriação da rota do contrabando, caminhadas, a riqueza geológica local, alimentação saudável, turismo de interior, entre outros”, concluiu.

Já o presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, realçou a importância das Termas de Monfortinho como polo turístico do concelho e “um dos melhores complexos termais da Europa”.

“É um festival que vem ao encontro da dinâmica que está a acontecer em Idanha e tem um caráter ibérico. Estamos na porta de entrada da região Centro. Temos um conjunto de potencialidades que temos de saber trabalhar, tirando partido das oportunidades que este território oferece e das redes nacionais e internacionais em que estamos inseridos”, realçou.

O autarca destacou a programação “muito rica e diversificada” do festival, que será complementada com aquilo que acontece durante os meses de verão no concelho de Idanha-a-Nova.

“É um grande festival, não porque tem um grande orçamento, mas porque junta aquilo que é a nossa cultura com a oferta do território, a dinâmica dos empresários e das instituições que colaboram”, concluiu.

O presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro, Pedro Machado, assumiu o compromisso de ajudar, cada vez mais, a catapultar a ambição que foi criada com este evento.

Este responsável disse ainda que se vive um tempo novo naquilo que é a perceção dos territórios.

“Em 2013, a Beira Baixa registava 104 mil dormidas anuais; em 2019, chega praticamente às 170 mil. Hoje, a perceção do Interior é positiva. Hoje, Interior significa qualidade de vida, tempo, serenidade, oportunidades e uma nova territorialidade. Coloquemos o valor justo sobre aquilo que estes territórios podem representar hoje e no futuro”, afirmou.

O responsável pelo Turismo do Centro considerou que o Interior “é um luxo” do século XXI, porque tem a componente da segurança, da saúde, do bem-estar e do espaço físico.

“Tem uma oferta equilibrada entre a expectativa do cliente que queremos atrair e o serviço que estamos a conseguir prestar. Para fixar turistas, a animação é ponto de honra para que os turistas possam permanecer mais tempo”, disse.

Já sobre o festival, disse entender que se trata de um evento que combate o problema da estada média dos turistas e os efeitos da sazonalidade, com um programa de atividades ao longo de dois meses e meio.

“Estamos a acompanhar o trabalho que os empresários estão a fazer e enquanto organismo público é nossa obrigação contribuir para que não tenham dificuldades”, rematou.

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