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Região 12 de julho de 2022

Castelo Branco: PS e PSD não querem Pavilhão Multiusos em Cebolais de Cima

Por: Diário Digital Castelo Branco

A Câmara de Castelo Branco anunciou, no início deste ano, que iria transformar uma antiga fábrica de lanifícios da ex-empresa Matos & Romãozinho, situada em Cebolais de Cima, num Pavilhão Multiusos, junto ao  Museu dos Têxteis (MUTEX). 

Em nota de imprensa enviada ao Diário Digital, o Movimento Independente - SEMPRE, afirma que o “concurso para a construção do Pavilhão Multiusos, "lançado e apresentado com pompa e circunstancia, que ficou deserto, sem qualquer proposta, e o Executivo desiste de novo concurso, apenas porque há necessidade de aumentar o valor base da obra”.

Tratava-se de um concurso público que contemplava um valor base orçamentado em 1 milhão e 400 mil euros que ficou deserto, sem qualquer proposta, o qual fazia parte do Orçamento da Câmara para 2022 e estava integrada nos compromissos transitados do ano anterior.

A obra, iniciativa do anterior executivo, previa a construção de percursos pedonais; uma praça coberta - que se assume como a porta de entrada para um grande terreiro dos eventos (um espaço exterior para a realização de eventos culturais, musicais ou feiras tradicionais); uma nave multiusos; um centro de empreendedorismo (para acolhimento de startups jovens ou para exposições); um anfiteatro ao ar livre, com bancadas; instalações sanitárias; uma cozinha e uma sala de convívio, entre outros espaços. A proximidade com o MUTEX iria dinamizar uma polivalência futura em troca de experiências e eventos com uma outra escala mais globalizada e enriquecida com o centro histórico de Cebolais de Cima. 

Na nota de imprensa do SEMPRE lê-se que "apresentou uma moção para nova abertura de concurso, a qual foi chumbada pelos votos contra do PS e abstenção do PSD. Deixa-se de ser ambicioso em objetivos de coesão territorial, do Turismo, da Economia, da qualidade de vida e da dinamização da comunidade.

Esta é a demonstração de que as freguesias são o parente pobre na visão deste Executivo, e também é o assumir de uma perspetiva economicista, dado que se assume a visão de que onde há poucas pessoas, tem que se investir menos, contrário à nossa perspetiva, de que é nestas freguesias, onde há dificuldade de desenvolvimento, que se deve investir", declara o Movimento. 

O Diário Digital contactou o Presidente Câmara Municipal, Leopoldo Rodrigues, para exercer o contraditório ao que o SEMPRE o acusa, mas nada disse até ao fecho de edição deste artigo.

Já o Vereador do PSD, João Belém, reagiu por escrito e afirma que a sua abstenção se deve ao facto de que "foram apresentadas 9 propostas que foram excluídas pelo Júri por não estarem de acordo com os preceitos legais, ficando assim o concurso público para a construção do Pavilhao Multiusos vazio.

Sendo assim e neste contexto, cabe assim ao PS e ao atual executivo desenvolver as estratégias que entenda por conveniente a fim de  inverter o esvaziamento económico e humano das freguesias.

Aproveito para referir que o PS esteve nos últimos 25 anos a governar a autarquia e é 'interessante' ver agora que os elementos do Movimento Independente -SEMPRE, que estiveram no último executivo, tiveram oportunidade para efetuar a obra que agora revindicam e que nunca quiseram fazer.

Na perspetiva do PSD não iríamos prescindir de um profundo plano de ação que, indo ao fundo dos problemas, tivesse a capacidade de começar a fixar pessoas e valor nas freguesias.

'Um Não dito com convicção é melhor e mais importante que um Sim dito meramente para agradar, ou pior ainda, para evitar complicações.' Mahatma Gandhic", escreve João Belém. 

Contactada população residente nesta aldeia, que não se quis identificar, referiu que "Se, por um lado, há quem defenda a concretização da obra pela sua mais-valia para a freguesia, e com o facto de se poderem vir aí a realizar, quer os festejos da Padroeira, Nossa Senhora do Prazeres, em detrimento do largo da igreja porque de espaço limitado, e mesmo o festival anual, Festêxtil, no caso deste vir a ter continuidade como tudo indica que sim, há outras opiniões. 

A favor da construção ouvimos ainda uma sugestão a acrescentar ao multiuso. Localizado do outro lado da rua e praticamente em frente ao MUTEX, e como consta não faltaria espaço para isso, poderia vir a albergar, também, um espaço de apoio ao museu que fosse dedicado a material de reserva bem como um centro de documentação.

Entretanto, foi-nos ainda comentado que a Câmara Municipal, há uns anos já adquiriu duas fábricas, a Salavessa, Ramos & Belo e a Fabrica de Fiação da Latada. Na primeira, parte do telhado ruiu encontrando-se em bom estado as construções mais recentes e, na segunda, após a demolição do edifício nada se fez ali. Teme este nosso interlocutor que o futuro da Matos & Romãozinho onde o Multiusos seria construído venha a ser o mesmo das aquisições anteriores: o abandono e a consequente degradação.

A finalizar também nos foi dito que esta posição do PS e PSD é apenas uma reação política que visa travar o Multiusos por ter sido uma proposta eleitoral do Movimento Independente - SEMPRE, que, apesar de não ter ganho a Câmara, acabou por vencer as eleições Autárquicas/2021 na União de Freguesias de Cebolais de Cima e Retaxo. 

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