Por: Jaime Pires
O Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches, em Penamacor, está preocupado com a crise económica que está afectar as famílias e diz que até ao momento não existe nenhum caso de alunos que tenham anulado a matrícula por dificuldades económicas, ao contrário do que se está a verificar com alunos do ensino superior.
O Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches, em Penamacor, está preocupado com a crise económica que está afectar as famílias e diz que até ao momento não existe nenhum caso de alunos que tenham anulado a matrícula por dificuldades económicas, ao contrário do que se está a verificar com alunos do ensino superior.
Desde o início do ano lectivo, dos 4.500 alunos matriculados no Politécnico de Castelo Branco, a crise económica já levou 44 alunos daquele estabelecimento de ensino superior anular a matrícula. As propinas no Politécnico vão desde 500 euros, nos cursos de especialização tecnológica aos 840 euros nos casos das licenciaturas. Este é também um problema que preocupa Pedro Bernardo, presidente da Associação Académica da Universidade da Beira Interior. O dirigente académico diz que a Associação já detectou alguns casos.
Os últimos números apontam para cerca de 3 mil alunos a nível nacional já tenham abandonado o ensino superior por dificuldades económicas.
Raras as excepções a situação ainda não se verifica nos alunos do 1º, 2º e 3º Ciclos. No caso de Penamacor a autarquia tem um programa que permite dar auxílio económico aos estudantes, onde no presente ano lectivo deram entrada quatro pedidos de auxílio. No início do ano lectivo a câmara de Penamacor ofereceu a todos os alunos do 1º Ciclo do concelho os livros escolares.
Segundo a directora executiva, o Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches não tem registo de nenhum caso de anulação de matricula por motivos de dificuldade económica, tanto na formação geral como nos cursos profissionais, que são financiados pelo POPH, sendo uma mais valia para os alunos esta formação. Helena Pinto é da opinião de que não são as dificuldades económicas que determinam que os alunos deixem de tirar o 12º ano em Penamacor, e “mesmo aqueles que nos apercebemos que não tenham direito ao subsídio serão encaminhados para a Acção Social Escolar para os apoiar”, conclui.
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