Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB), na Covilhã, criou um cartão virtual para simplificar as listas de medicamentos de cada utente, uma aplicação informática que ambiciona transformar-se num padrão nacional.
O Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB), na Covilhã, criou um cartão virtual para simplificar as listas de medicamentos de cada utente, uma aplicação informática que ambiciona transformar-se num padrão nacional.
O projeto "Reconciliação de Medicação" pretende acabar com falhas relacionadas com a prescrição por diferentes médicos e em diferentes momentos ou lapsos dos próprios utentes.
Algumas das dificuldades mais comuns surgem na altura de dar alta hospitalar a idosos que tomam vários medicamentos e em que é difícil obter respostas sobre quais são e para que efeitos.
A aplicação permite centralizar a informação numa única base de dados.
Assim, é sempre possível "reunir a informação e o histórico de toda a medicação de um doente, tanto a que toma como a que já não deve ser prescrita", explica Maria Olímpia Fonseca, diretora dos serviços farmacêuticos do CHCB.
A informação está acessível aos médicos nos terminais de computadores do centro hospitalar, ligados em rede e com uma base de dados de utentes e de medicamentos comum.
Para os utentes, a aplicação permite imprimir um folheto personalizado que levam para casa com todas as indicações atualizadas sobre "o que tomar e o que deixar de tomar e de que formas", realça aquela responsável.
Os medicamentos são selecionados a partir de uma base de dados sincronizada com o Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde e a aplicação permite acrescentar observações para o paciente, tais como "indicações sobre a cor ou a forma" de determinado medicamento.
Para já, a aplicação só funciona na rede do CHCB, mas a ambição é que seja estendida a todo o país, para que a informação correta e atualizada sobre a medicação de utente esteja disponível em qualquer unidade de saúde.
O projeto está integrado num programa europeu de divulgação de boas práticas que abrange também hospitais de Portugal, cada qual escolhendo uma área de intervenção.
Nesse âmbito, "está a ser seguido pelo Departamento de Qualidade da Direção Geral de Saúde", destaca Maria Olímpia Fonseca.
Além de ajudar os médicos, a aplicação permite imprimir informação "mais clara e legível para os utentes", conclui Maria Olímpia Fonseca, com base nos inquéritos de satisfação já realizados a mais de 100 pessoas.
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