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Região 16 de abril de 2012

200 funcionários da CILVET encontraram a empresa fechada depois das férias

Por: Cristina Valente

“Escabroso e desumano”, é como Luís Garra classifica todo o processo da CILVET que deixou hoje na rua os seus 200 trabalhadores que se apresentaram nas duas unidades da empresa para “pegar ao serviço” depois de umas férias.

“Escabroso e desumano”, é como Luís Garra classifica todo o processo da CILVET que deixou hoje na rua os seus 200 trabalhadores que se apresentaram nas duas unidades da empresa para “pegar ao serviço” depois de umas férias.

Os 170 funcionários, a maioria mulheres, da CILVET - Castelo Branco encontrou os portões da fábrica fechados e ninguém para lhes dar uma explicação. Situação idêntica viveu-se na unidade de Belmonte, onde laboravam 30 pessoas. Na capital de distrito as funcionárias manifestaram-se junto à câmara municipal, exigindo os seus direitos.

Fátima Serrano, funcionária da empresa há 15 anos, diz que as encomendas tinham baixado bastante nos últimos tempos, “não recebemos o mês de março, porque o patrão disse que não tinha dinheiro e hoje quando voltávamos para trabalhar encontrámos tudo fechado, ninguém sequer veio falar connosco” .

Luís Garra, da CGTP esteve reunido durante a manhã com o vereador da Câmara Municipal de Castelo Branco, Arnaldo Brás. Uma reunião que serviu para expor a situação da empresa e das 170 pessoas que estão a caminho do desemprego.
“A autarquia está disponível para ajudar naquilo que for possível e legal para evitar o encerramento” afirmou o sindicalista no final da reunião ao Diário Digital Castelo Branco.

Para o sindicalista a autarquia pode pressionar os responsáveis de forma a evitar o encerramento, “através dos contactos que têm no tecido empresarial pode tentar encontrar algum empresário interessado em dar continuidade à empresa”.

Luís Garra diz que a degradação da CILVET “foi muito rápida”, apesar disso havia já alguns sinais que indicavam que a empresa não estava bem, “quando se perde a carteira de encomendas de coleção própria e se passa a trabalhar a feitio, é sinal que já não há capacidade para penetrar nos mercados” e para o sindicalista este foi um sinal claro que a CILVET estava a atravessar problemas.
“Durante mais de 3 semanas andaram a ser retiradas encomendas da empresa para outro lado, havia uma premeditação do encerramento, e não foi capaz de assumir perante as trabalhadoras esta situação” afirma Luís Garra.
 

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