Por: Diario Digital Castelo Branco
Inovação, especialização, competitividade foram o denominador comum do 1º Congresso Inovcluster – Associação do Cluster Agro-industrial do Centro , que teve lugar no passado dia 17, em Castelo Branco.
Inovação, especialização, competitividade foram o denominador comum do 1º Congresso Inovcluster – Associação do Cluster Agro-industrial do Centro , que teve lugar no passado dia 17, em Castelo Branco. Para discutir e debater “Estratégias de Competitividade para o sector Agroindustrial” estiveram no NERCAB – Associação Empresarial da Região de Castelo Branco – especialistas de diversas áreas.
Depois do autarca Joaquim Morão, ter aberto o evento, Pinto de Andrade, do Inovcluster e Instituto Politécnico de Castelo Branco, esclareceu um pouco do que é o Inovcluster, uma associação privada sem fins lucrativos. Apoio a projectos empresariais, definição de áreas de intervenção, empreendedorismo e internacionalização foram as áreas que o professor universitário destacou no quadro da actividade do Cluster.
Franquelim Alves, gestor do COMPETE, abordou a intervenção deste programa de financiamento na perspectiva da necessidade de reforçar os capitais das empresas para que estas possam desenvolver-se, criar valor e emprego, e de uma maior articulação entre as universidades e as empresas.
Na análise do papel do Estado nas empresas, através do COMPETE, o gestor diz que “se o Estado tem de ter um papel nisto e tem capacidade financeira, tem de ter também capacidade de intervenção em áreas fundamentais da actividade dessas empresas”.
Franquelim Alves considera que a viabilização económica de Portugal depende da capacidade de pensar os mercados "numa escala, no mínimo, europeia" e acredita que a sobrevivência da Europa "passará inevitavelmente por uma maior integração" e o tecido empresarial português tem que estar preparado.
Emiliano Duch, da Competitiviness, empolgou as cerca de cem pessoas presentes através dos seus profundos conhecimentos sobre o que é e deve ser um Cluster. Para este especialista espanhol, foram estas “concentrações industriais” a fazer “prosperar as inovações”. O exemplo da eficácia deste modelo veio do Japão, concretamente da cidade de Hamamatsu. A “equivalente de Castelo Branco do Japão”, como lhe chamou Duch, é uma cidade de apenas um milhão de habitantes que tem “só” as unidades principais de três das quatro maiores marcas de motos japonesas: Suzuki, Yamaha e Honda. Tal concentração/especialização não aconteceu por acaso e mereceu mesmo um forte apoio do governo japonês. Ou não se tratasse da cidade de onde eram “todos os samurais que montavam a cavalo e os melhores motociclistas japoneses da actualidade”, salientou Emiliano Duch.
António Câmara, CEO da Ydreams, abordou a “internacionalização e competitividade das PME” na óptica do universo das novas tecnologias. Para este empresário, “a mesma oportunidade não surge duas vezes”, para dizer que empreendedorismo e inovação são sinónimos de criação de valor, e isto só se consegue com boas ideias e a respectiva máxima rentabilização.
Francisco Avilez, docente do Instituto Superior de Agronomia, fez um diagnóstico da agricultura portuguesa, dando conta da importância que a aplicação do próximo PAC (Pacote Agrícola Comum) terá para o futuro do sector em Portugal. Defendendo uma perspectiva optimista em relação ao futuro, ainda assim deu conta da necessidade de uma aplicação cuidada dos fundos comunitários que serão disponibilizados, sobretudo na tentativa de uma maior equidade na distribuição das ajudas aos agricultores.
Luís Correia representou a Caixa Geral de Depósitos, principal patrocinador do 1º Congresso da Inovcluster. “O papel da CGD no financiamento das empresas” mereceu do gestor uma análise dos apoios que o banco público disponibiliza ao empreendedorismo e internacionalização das empresas portuguesas.
Desde que, salientou ao abordar questões relevantes para o banco nesta área, se distingam pela capacidade de gestão, pela viabilidade económico-financeira do projecto – na realidade, mais do que no papel -, ou pelo capital próprio – onde começam muitos dos problemas dos projectos submetidos à apreciação da CGD.
Face à ausência do secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, Almeida Henriques, devido a compromissos de última hora, coube a Rita Pinheiro, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, encerrar o Congresso. A docente universitária deu a conhecer uma série de projectos que aquele instituto superior coloca à disposição das empresas. Com uma forte componente de inovação, tais valências vão desde a forma como uma empresa se organiza até ao envolvimento das áreas tecnológica e de segurança, sempre tendo em vista o mais importante, a satisfação do consumidor.
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