Por: Diario Digital Castelo Branco
A deputada do PS Hortense Martins acusou hoje o Governo de estar "alheado" da "deterioração do serviço ferroviário na Linha da Beira Baixa" e anunciou à Lusa que vai enviar ao executivo um conjunto de queixas de passageiros.
A deputada do PS Hortense Martins acusou hoje o Governo de estar "alheado" da "deterioração do serviço ferroviário na Linha da Beira Baixa" e anunciou à Lusa que vai enviar ao executivo um conjunto de queixas de passageiros.
Em causa está a substituição dos comboios na Linha da Beira Baixa por automotoras interurbanas adaptadas, que se verifica desde há meio ano no serviço Intercidades da CP, que liga Lisboa à Covilhã.
Em declarações à agência Lusa, a deputada disse hoje ter ficado "chocada" com a resposta do Governo a um conjunto de questões que colocou sobre o assunto.
Num requerimento datado de 09 de março, Hortense Martins citou testemunhos de passageiros, autarcas e técnicos sobre "a diminuição do conforto, em nada comparável às anteriores composições, além de a velocidade descer" nos troços mais rápidos da Linha do Norte, entre a capital e o Entroncamento.
Na resposta, hoje divulgada pela deputada, o Ministério da Economia refere que "o material circulante ao serviço do comboio Intercidades na Beira Baixa é o adequado às características da linha, assegurando os padrões de qualidade".
O documento realça que o material "foi modernizado em 2003" e em 2010 beneficiou de "alterações no interior e melhorias no acesso a pessoas com mobilidade reduzida".
Para a deputada, a resposta demonstra um "défice de informação" e que "os responsáveis não se importam com o que se está a passar e isto demonstra que o Governo está totalmente alheado da realidade da Linha da Beira Baixa".
Dizendo-se "chocada" com a resposta, a eleita socialista pretende iniciar "uma recolha de todas as queixas tornadas públicas" sobre a situação, para endereçar ao Governo.
As queixas da deputada surgem já depois de os autarcas da Covilhã e Castelo Branco, assim como a Associação de Amigos da Linha da Beira Baixa, terem endereçado queixas à CP sobre a substituição dos comboios por automotoras, que aconteceu em 01 de novembro de 2011.
Na ocasião, a CP justificou a mudança do equipamento com uma poupança anual da ordem de 1,5 milhões de euros.
No requerimento endereçado ao Governo, Hortense Martins perguntou pelo estudo que justifica aquelas contas, mas a questão ficou sem resposta.
Ficou também por esclarecer a dúvida da deputada sobre quando será reaberto o troço da Linha da Beira Baixa entre a Covilhã e Guarda, fechado em 2009 para modernização, onde já foram investidos milhões de euros pela REFER, mas cujas obras estão por concluir por falta de verbas.
Hortense Martins considera estranha a gestão da Linha da Beira Baixa feita pela CP, porque "foram criadas portagens, que afastam as pessoas das estradas, e os combustíveis também desfavorecem o transporte individual".
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