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Região 10 de maio de 2012

Belmonte: Provedor da Misericórdia deixa gestão da crise diretiva nas mãos do bispo da Guarda

Por: Diario Digital Castelo Branco

O provedor demissionário da Santa Casa da Misericórdia de Belmonte, entidade cuja gestão está a ser investigada pelo Ministério Público, disse à Agência Lusa ter deixado hoje nas mãos do Bispo da Guarda a gestão da crise diretiva na instituição.

 

O provedor demissionário da Santa Casa da Misericórdia de Belmonte, entidade cuja gestão está a ser investigada pelo Ministério Público, disse à Agência Lusa ter deixado hoje nas mãos do Bispo da Guarda a gestão da crise diretiva na instituição.

A mesa administrativa demitiu-se em fevereiro e convocou eleições depois de a Segurança Social ter remetido para investigação do Ministério Público alegadas irregularidades detetadas durante uma fiscalização à Misericórdia.

A assembleia eleitoral decorreu na segunda-feira, mas foi inconclusiva, devido a desentendimentos sobre procedimentos estatutários entre a mesa administrativa e a única lista candidata, que acabaria por ser retirada.

Devido a esta situação, "o caso está agora nas mãos do episcopado", disse João Gaspar à Agência Lusa, sublinhando que é ao bispo, Manuel Felício, que "compete nomear uma comissão administrativa" para passar a gerir a Misericórdia.

Seja como for, "o poder não está na rua", assegurou João Gaspar, sublinhando que ainda na terça-feira foram pagos os salários de abril aos cerca de 130 funcionários da instituição, nas valências de lar de idosos, creche e infantário.

Sobre a investigação do Ministério Público, disse que está a "aguardar" pelo desenrolar do processo.

"Tudo o que lá está [na Misericórdia] fui eu que construi: quando lá cheguei não havia nenhuma atividade institucional", disse, referindo-se aos 38 anos em funções na instituição.

A delegação distrital de Castelo Branco do Sindicato da Função Pública "já expôs a situação de crise diretiva ao Ministério da Solidariedade e Segurança Social", disse hoje Carlos Bicho, dirigente sindical, à Agência Lusa.

Aquele responsável lamentou que "não tenha sido encontrada uma solução estável para gerir a Misericórdia, o que só agrava a situação que ali se vive".

Em 2010, o relatório de uma auditoria pedida pela Câmara de Belmonte às finanças da Misericórdia alertava para a "falência técnica" da instituição e incompatibilidade de cargos do provedor numa empresa participada pela Santa Casa - que este negou.

Segundo o documento, da autoria da firma de revisores oficiais de contas Moore Stephens, a Misericórdia de Belmonte já estava "inibida de passar cheques", alguns dos seus bens já tinham sido apreendidos e havia casos de "salários em atraso".

Acumulava também dívidas às Finanças e à Segurança Social e um endividamento bancário "insustentável" de 1,6 milhões de euros.

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