Por: Diario Digital Castelo Branco
Este ano, a Cova da Beira, a maior zona de produção de cereja de Portugal, vai dar menos fruto, mas de maior tamanho e qualidade, prevê Filipe Costa, diretor técnico da Cerfundão, em declarações à Agência Lusa.
Este ano, a Cova da Beira, a maior zona de produção de cereja de Portugal, vai dar menos fruto, mas de maior tamanho e qualidade, prevê Filipe Costa, diretor técnico da Cerfundão, em declarações à Agência Lusa.
Segundo aquele responsável pela empresa de embalamento e comercialização de cerejas da Cova da Beira, as primeiras devem estar à venda a partir da semana de 21 de maio.
Não fossem as chuvas das últimas semanas e por esta altura já se provavam as cerejas que habitualmente são colhidas mais cedo, nos pomares a sul da Gardunha, onde recebem mais Sol.
Só que os aguaceiros fendilharam o fruto desses campos, que ainda assim são uma minoria: a cereja cresce quase toda na encosta norte da Serra da Gardunha e no resto da Cova da Beira, até à Covilhã.
Para todas estas cerejeiras, o principal problema "foi o frio, na altura da floração, que deverá comprometer 30 a 40 por cento da colheita nas variedades intermédias e tardias", que se apanham da árvore até final de junho.
Ou seja, deve haver uma quebra efetiva que "pode chegar às 2000 toneladas", reduzindo a produção da região "para 4500 toneladas" em 2012, mas "com frutos de maior qualidade e dimensão média".
As árvores "não estão tão carregadas", o que pode beneficiar o fruto que amadurecer, explica Filipe Costa.
Assim, aquele responsável espera que "o fruto seja valorizado pelo mercado" e que os produtores acabem por atenuar eventuais prejuízos.
As condições meteorológicas das próximas semanas ainda serão decisivas, dado que "a cerejeira é extremamente sensível à precipitação na altura da maturação e colheita do fruto", conclui Filipe Costa.
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