Por: Diario Digital Castelo Branco
A falta de médicos levou a Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco a pedir ao presidente da Junta de Freguesia de Cernache do Bonjardim que indicasse clínicos para serem contratados para o centro de saúde local. O pedido deixou incrédulo o presidente da Junta, Diamantino Pina, dissse o autarca à Agência Lusa.
A falta de médicos levou a Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco a pedir ao presidente da Junta de Freguesia de Cernache do Bonjardim que indicasse clínicos para serem contratados para o centro de saúde local.
O pedido deixou incrédulo o presidente da Junta, Diamantino Pina, que já escreveu vários ofícios à tutela a alertar para a situação de rutura.
A vila "sempre teve três médicos, mas um reformou-se e começaram os problemas", descreveu o autarca em declarações à Agência Lusa.
A Junta de Freguesia já alertou o ministro da Saúde, "mas sem resposta", lamentou.
Escreveu depois à administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco "e pasme-se: a resposta que nos deram foi incumbir-nos de encontrar um médico".
O ofício sugere ao presidente da junta a possibilidade de indicar médicos disponíveis para trabalhar na freguesia de Cernache, dando a indicação de que se forem encontrados serão contratados de imediato.
Segundo Diamantino Pina, a autarquia "não tem competências na área da saúde. É ridículo incumbirem a junta de ir procurar médicos".
Apesar de garantir "nunca ter visto tal coisa", o ofício da ULS, recebido "há cerca de 20 dias", não ficou sem resposta.
Diamantino Pina sugeriu que fossem contactados médicos disponíveis "de Espanha ou da Costa Rica, entre outros países. Podem contratá-los através das respetivas embaixadas ou consulados e em articulação com a Administração Regional de Saúde (ARS)".
Desde então, aguarda resposta, esperando que se cumpra a palavra dada: “havendo médicos disponíveis, que os contratem de imediato".
Em causa, está o facto de "dois médicos não conseguirem atender os 3900 utentes" do centro de saúde de Cernache do Bonjardim.
O serviço "está a funcionar bastante mal", resume o autarca, sublinhando que muitas pessoas são obrigadas a procurar médicos de família na Sertã ou em Figueiró dos Vinhos, a vários quilómetros de distância.
Diamantino Pina acusa a tutela de pensar exclusivamente "em termos economicistas" e que só por isso não há um terceiro médico na freguesia: "a ULS podia contratar um clínico que também fizesse trabalho no concelho da Sertã", concluiu.
Apesar das tentativas, a Agência Lusa não conseguiu falar com Vieira Pires, presidente do conselho de administração da ULS de Castelo Branco.
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet