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Região 18 de maio de 2012

Floresta: Setor é uma das “tábuas de salvação” do país – produtores Beira Interior

Por: Diario Digital Castelo Branco

O setor florestal é uma das "tábuas de salvação do país" porque tem as exportações que “maior valor acrescentado trazem", destacou hoje à Lusa o presidente da Associação de Produtores Florestais da Beira Interior, António Abrunhosa.

O setor florestal é uma das "tábuas de salvação do país" porque tem as exportações que “maior valor acrescentado trazem", destacou hoje o presidente da Associação de Produtores Florestais da Beira Interior, António Abrunhosa.

O responsável falava em Castelo Branco na abertura da conferência ‘A contribuição da floresta regional para a saída da crise nacional’, organizada pela associação e pelo Jornal do Fundão.

Para destacar a importância do setor, António Abrunhosa comparou-o com a antiga fábrica de componentes eletrónicos Qimonda, que era apontada como uma das unidades mais importantes nas exportações nacionais.

Só que, "enquanto a Qimonda montava materiais que vinham do estrangeiro, na floresta toda a matéria-prima é nacional, pelo que o valor acrescentado das exportações", ou seja, a riqueza que fica em Portugal, "é maior", destacou.

Essa riqueza será a chave para acabar com o défice comercial de Portugal, em média "sempre oito por cento superior ao Produto Interno Bruto (PIB) e que nos levou a gastar o que não tínhamos e a chegar onde estamos hoje", sublinhou.

António Abrunhosa realçou o potencial exportador para pedir "mais atenção" do Governo para o setor, nomeadamente uma mão mais severa no combate à criminalidade associada aos incêndios florestais.

Nos últimos 20 anos "já ardeu o equivalente a toda a área florestal nacional, o que é um absurdo. Não conheço mais nenhum país onde isto tenha acontecido", destacou, em declarações à Agência Lusa.

“Tem que haver uma resposta multifacetada: não há volta a dar, esta é uma questão central de salvação nacional", acrescentou.

Além de destruírem as árvores que se podem transformar em dinheiro vivo vindo do estrangeiro, lembrou, os incêndios inibem os investidores de apostar na floresta, porque aumentam o risco associado ao negócio.

António Abrunhosa sugeriu também que o Governo tenha uma estratégia mais dinâmica para os solos pobres, que "podem ser aproveitamos para plantação de floresta".

Na abertura da conferência, o presidente da Câmara de Castelo Branco, Joaquim Morão, pediu "mais organização para o setor" e maior intervenção do Estado, para evitar erros do passado, como foi o caso da "destruição do azinhal que existia no sul do concelho" e que alimentava o setor suíno a nível nacional.

Para o autarca, "era um património imenso", destruído para plantação de eucaliptos e que depois de vários incêndios deu lugar a uma paisagem desordenada.

Não sendo especialista, "o município não se põe fora de nada", acrescentou, garantindo "o contributo pessoal, financeiro ou político para organização do território", porque a agricultura e floresta são incontornáveis: “A terra é o que temos e é com ela que temos que trabalhar".

A organização compensa, destacou a diretora regional de Agricultura e Pescas do Centro, Adelina Martins, apontando como exemplo o setor português da cortiça, que "promove o país" graças à sua estrutura nacional.

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