Por: Diario Digital Castelo Branco
O candidato falava na Covilhã num almoço com militantes com vista às eleições diretas do PSD a 26 de março.
“O partido que até agora tem liderado a luta dos agricultores tem sido o CDS-PP. Temos deixado a agricultura para segundo ou terceiro plano e não devíamos”, referiu.
“Mas acho que o CDS-PP não tem uma política agrícola para Portugal. A única coisa que faz é amplificar as queixas e reclamações de subsídios que foram pagos ou deixaram de ser pagos”, destacou Paulo Rangel, que apresentou as suas linhas mestras para o sector primário.
“Aprendi na Europa que a maioria dos nossos partidos irmãos, no Partido Popular Europeu, tem a Agricultura no capítulo da defesa nacional. Está a ser encarada como uma prioridade estratégica para os países”, referiu, destacando duas razões principais.
Paulo Rangel realçou que “a Agricultura permite ocupar o espaço e cuidar do território” e, por outro lado, “ainda mais importante, permite a criação de reservas estratégicas alimentares”.
“Em junho e julho de 2008, quando a crise financeira estalou, os preços das matérias-primas agrícolas nos mercados internacionais subiram exponencialmente”.
O candidato a presidente do PSD acredita que se a situação “se tivesse mantido” Portugal teria entrado “numa crise de abastecimento”, em muitos casos com escassez, fome e rateio de alimentos.
“Não estávamos preparados com produção nacional para responder a emergências deste tipo que num mundo globalizado como hoje se vão repetir”, sublinhou.
Para Paulo Rangel, a “soberania agrícola” e a atividade como ordenamento do território justificam que a agricultura não seja vista apenas do ponto de vista da rentabilidade. “Às vezes dizem-me: estamos a subsidiar agricultores, mas aquela produção não é rentável”.
“Então, mas se não estiverem dedicadas à agricultura, onde vão estar essas pessoas? Nos subúrbios de Lisboa e Porto a receber o rendimento social de inserção? Não é melhor pagar um subsídio aos agricultores para estarem a produzir e a tratar da terra do que pagar um subsídio social que não serve para nada?”, questionou.
Já antes, à semelhança do discurso da noite anterior, na Guarda, Paulo Rangel tinha reafirmado o seu objetivo de coesão territorial através do reforço das comissões de coordenação regionais e estancando a transferência de verbas comunitárias para Lisboa e Vale do Tejo.
Paulo Rangel felicitou ainda a Covilhã por receber o estágio da seleção nacional de futebol para o campeonato mundial da África do Sul.
O discurso de Rangel foi antecedido por uma intervenção do presidente de câmara local, Carlos Pinto, que é também mandatário distrital da candidatura a líder do PSD.
Carlos Pinto comparou a apresentação de Paulo Rangel à de Sá Carneiro. “Podemos ter mais dois candidatos, mas só um candidato a primeiro ministro, que é Paulo Rangel”.
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet