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Região 30 de maio de 2012

Idanha-a-Nova: Parceria com investigadores de Manchester permite delinear estratégias contra desertificação

Por: Diario Digital Castelo Branco

Investigadores da Manchester Metropolitan University, em Inglaterra, vão passar a delinear estratégias de combate à desertificação em conjunto com entidades do concelho de Idanha-a-Nova. O município, a escola superior local e a universidade inglesa assinaram hoje um protocolo que estabelece a parceria e que tem como ponto de partida o projeto Design for Desertification, de Cristina Rodrigues, arquiteta e investigadora.

Investigadores da Manchester Metropolitan University, em Inglaterra, vão passar a delinear estratégias de combate à desertificação em conjunto com entidades do concelho de Idanha-a-Nova.

O município, a escola superior local e a universidade inglesa assinaram hoje um protocolo que estabelece a parceria e que tem como ponto de partida o projeto Design for Desertification, de Cristina Rodrigues, arquiteta e investigadora.

Aquela responsável propõe "a reconstrução da economia rural" como estratégia para travar o esvaziamento dos territórios, mas também como solução para a sustentabilidade de Portugal.

França e Inglaterra "vivem da economia rural", destacou.

Aumentar a autoestima das populações é uma das formas de o fazer, porque "quando a população tem autoestima, produz mais", sublinhou.

Cristina Rodrigues faz parte do Miriad (Manchester Institute for Research and Innovation in Art and Design), um dos centros de investigação da Manchester Metropolitan University e esta a realizar trabalho de campo no concelho de Idanha-a-Nova, desde 2011, juntamente com outros três estudantes de mestrado.

A recolha de sementes de espécies endógenas para plantação ao longo de caminhos antigos, para potenciar atividades turísticas e viveiros agrícolas, foi uma das ideias apresentadas hoje pela equipa, numa conferência sobre o ponto de situação do projeto que deverá apresentar conclusões até 2013.

A investigadora portuguesa já desenvolveu outros projetos de combate à desertificação, com identificação de oportunidades e modelos de aplicação, no Algarve e no concelho de Penela.

Álvaro Rocha, presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, pretende que o município sirva de exemplo sobre "como alterar o rumo de desertificação", estabelecendo rede de cooperação no país e no estrangeiro.

Estas parcerias devem gerar "ideias e estratégias", mas depois é necessário que, para além da autarquia e agentes locais, também os governos as conheçam e apliquem, salientou.

A relação com a Manchester Metropolitan University deverá estender-se para lá de 2013 e "com intercâmbio de outros investigadores" entre a cidade inglesa e a Escola Superior de Gestão idanhense, acrescentou Armindo Jacinto, vice-presidente do município e líder da Naturtejo, empresa de turismo intermunicipal.

Durante a sessão de hoje, de assinatura de protocolo e apresentação do estudo Design for Desertification, foi ainda apresentado o projeto agrícola de Paulo Oyama, brasileiro descendente de japonese, produtor de agricultura biológica em França.

A partir do próximo ano, aquele investidor vai começar a trabalhar em 65 hectares de terrenos cedidos pela Câmara de Idanha-a-Nova, no âmbito da iniciativa de atribuição de terras abandonadas pelo Estado.

Paulo Oyama vai fixar-se no concelho onde pretende desenvolver um negócio de produção de legumes e azeitona, à semelhança do que gere atualmente junto a Paris.

Na mesma sessão, foi ainda apresentada a central de compras, Central Mais, que nasceu por iniciativa da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, mas vai passar a ter intervenção nacional.

A central é apresentada como "um importante canal de distribuição" para os produtos típicos de Idanha-a-Nova.

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