Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O Instituto da Segurança Social (ISS) esclareceu hoje que o despedimento de funcionários do seu ‘call center’ em Castelo Branco é da responsabilidade da empresa que fornece o serviço, assegurando que não pretende acabar com aquele centro de contacto.
O Instituto da Segurança Social (ISS) esclareceu hoje que o despedimento de funcionários do seu ‘call center’ em Castelo Branco é da responsabilidade da empresa que fornece o serviço, assegurando que não pretende acabar com aquele centro de contacto.
A reação do Instituto da Segurança Social surge após notícias que dão conta de que 160 funcionários do ‘call center’ da Via Segurança Social terão recebido uma carta de não renovação de contratos de trabalho temporário.
Em comunicado, o Instituto da Segurança Social salienta que “a continuidade do serviço do centro de contacto da Segurança Social está assegurada, sendo este um canal privilegiado de contacto com os cidadãos e empresas”.
Quanto à não renovação dos contratos, o ISS esclarece que essa decisão “depende exclusivamente da empresa que atualmente fornece os serviços e os seus respetivos funcionários a desempenharem funções no serviço de contacto”.
O ISS explica ainda que está a ser desenvolvido um novo modelo de centro de contacto, para o qual foi aberto um concurso público internacional, contemplando “premissas fundamentais” para a segurança social, como a redução de custos (cerca de dois milhões de euros) e o facto de a empresa vencedora vir a contratar preferencialmente recursos humanos com experiencia.
Este concurso surge no âmbito do processo de redução de custos de administração no ISS, que implicou uma auditoria interna à qualidade do serviço prestado, cujo resultado apontou para o desenvolvimento de “um novo modelo de funcionamento do centro de contacto”.
Esta situação motivou já reações do presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, que diz que o assunto será analisado em Assembleia Municipal, e do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores, que exigiu a integração daqueles trabalhadores no próprio Instituto de Segurança Social.
O sindicato afirma que em causa estão 370 postos de trabalho e não apenas os que já receberam a carta e considera que se o objetivo da segurança social é fechar o serviço, não podem ser os trabalhadores a ser castigados.
O centro de contacto da Segurança Social em Castelo Branco abriu ao público em dezembro de 2008, após adjudicação dos serviços de atendimento telefónico a uma empresa privada.
A adjudicação teve por base um concurso público que resultou num contrato em vigor a partir de 18 de dezembro de 2008 e com a duração de um ano, prorrogável por mais dois anos.
Em dezembro de 2011, findo o prazo de três anos, e de acordo com a lei, foi possível prorrogar o contrato por mais seis meses findos os quais não é possível legalmente a sua renovação ou prorrogação, esclarece o ISS.
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