Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O novo bispo auxiliar de Braga, António Manuel Moiteiro Ramos, até agora pároco da Sé e de São Vicente, na Guarda, disse hoje que recebeu a nomeação com "surpresa".
O novo bispo auxiliar de Braga, António Manuel Moiteiro Ramos, até agora pároco da Sé e de São Vicente, na Guarda, disse hoje que recebeu a nomeação com "surpresa".
Moiteiro Ramos, de 56 anos, foi hoje nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese de Braga e titular de Cabarsussi, uma diocese da qual se mantém apenas o nome e cujo título é concedido a um bispo auxiliar ou coadjutor, pelo papa Bento XVI, anunciou a Nunciatura Apostólica em Portugal.
Em conferência de imprensa, o novo prelado, que vai ser ordenado bispo na Sé Catedral da Guarda, no dia 12 de agosto, declarou que ficou surpreendido com a nomeação, alegando que não fez "nada" por ela.
"Nós nunca estamos à espera destas surpresas. Nós preparamo-nos e sonhamos em ser padres. Nós não sonhamos ser bispos", disse, referindo que o "chamamento" aconteceu "de surpresa".
Moiteiro Ramos, que se apresentará ao serviço da Diocese de Braga "nos princípios de setembro", explicou que não tem "programa" definido para intervenção na diocese, uma vez que se colocará "ao serviço do bispo diocesano".
Quando confrontado com o facto de, na quinta-feira, o arcebispo de Braga, Jorge Ortiga, ter apelado à criatividade na celebração das missas, para as tornar "vivas e compreendidas" e assim contrariar a tendência de diminuição de leigos nas eucaristias dominicais, Moiteiro Ramos aludiu à mensagem enviada hoje para aquela diocese onde promete "dar atenção, como prioridade", à obra da evangelização.
Disse que neste ponto "entra tudo" o que pode ser feito "para celebrar bem a eucaristia e para que as eucaristias sejam verdadeiramente encontro com Cristo vivo e ressuscitado".
Em sua opinião, "se os fiéis se encontrarem com Jesus vivo, ressuscitado, na eucaristia, mais cânticos ou menos cânticos, mais atividade ou menos atividade", não será "o mais importante".
Reconheceu que "haver uma celebração onde a pessoa se possa encontrar com o mistério, neste caso o cristo ressuscitado, é fundamental".
Moiteiro Ramos, que esteve ligado ao processo de beatificação do bispo da Guarda João de Oliveira Matos, também declarou que a sua nomeação, no ano em que se celebram os 50 anos da morte daquele bispo, "é mais uma partida do Espírito [Santo]".
Lembrou que, em 1915, quando o então bispo da Guarda foi transferido para Braga, João de Oliveira Matos esteve naquela diocese como seu secretário particular.
O novo bispo auxiliar nasceu a 17 de maio de 1956 na freguesia de Aldeia de João Pires, concelho de Penamacor e distrito de Castelo Branco.
Foi ordenado sacerdote a 08 de abril de 1982 e entre 1984 e 1986 fez a licenciatura em Teologia no Instituto Superior de Teologia São Dâmaso, em Madrid, filiado na Universidade Pontifícia de Salamanca.
Atualmente é professor de teologia pastoral no Instituto Superior de Teologia Beiras e Douro, em Viseu, e das suas várias publicações destacam-se as que se dedicam à catequese e à formação de catequistas.
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet