Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Seis companhias de teatro, entre as quais a Teatro das Beiras (Covilhã), alertaram hoje que estão “à beira da extinção”, por dificuldades financeiras, e exigiram do Governo a conclusão, “até final de setembro”, do processo relativo aos próximos financiamentos.
Seis companhias de teatro alertaram hoje que estão “à beira da extinção”, por dificuldades financeiras, e exigiram do Governo a conclusão, “até final de setembro”, do processo relativo aos próximos financiamentos.
A posição, hoje divulgada através de comunicado, junta as companhias de teatro descentralizadas que, na semana passada e até sábado, participaram num encontro em Évora.
O Centro Dramático de Évora (Cendrev), A Escola da Noite (de Coimbra), ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve, Companhia de Teatro de Braga, Teatro das Beiras (Covilhã) e o Teatro Regional da Serra do Montemuro são os subscritores do documento. As estruturas, participantes na 5.ª edição do Festival das Companhias da Descentralização, alertaram, no final, “para o facto de estarem à beira da extinção”.
“A manutenção do atual nível de financiamento determinará o desaparecimento” destes grupos teatrais, “dada a insustentável situação em que se encontram”, afirmam, no documento com as conclusões do encontro.
Os grupos consideram “o panorama assustador”, pois, “além dos cortes no financiamento público, entre os 38 e os 60 por cento”, há também “atrasos na liquidação de apoios comunitários” e “incapacidade de garantir a contrapartida nacional em projetos internacionais”, entre outros constrangimentos.
“Muitas autarquias, parceiros essenciais das companhias ao longo dos anos, estão a denunciar protocolos e há outras que se atrasam anos em pagamentos contratualizados”, acrescentam.
Como consequência, alertam os grupos de teatro, já se registaram “dezenas de despedimentos”, estando “outros programados”, e “multiplicam-se as pessoas a trabalhar a meio tempo”.
Salários em atraso, dívidas crescentes a fornecedores e empréstimos, bancários ou pessoais, para “fazer face a urgências de tesouraria” são mais exemplos, sendo que, “a somar a tudo isto, subsiste uma terrível incerteza sobre o futuro próximo”.
“Os contratos quadrienais ou bienais ao abrigo dos quais estas companhias têm prestado o serviço público que as carateriza terminam no final de dezembro e o Governo nada diz sobre o que quer ou pensa fazer em relação aos próximos anos”, criticam.
Por isso, exigem que o Governo “clarifique rapidamente o prazo e as condições” dos próximos concursos de apoio plurianual às estruturas de criação artística, nomeadamente no que respeita “ao orçamento global, número de projetos a apoiar e requisitos de acesso”.
O documento defende ainda que o processo relativo aos financiamentos a atribuir “esteja totalmente concluído (e não apenas supostamente iniciado) até ao final de setembro”.
Só assim, dizem, as companhias se poderão “adaptar, salvaguardar os direitos dos trabalhadores, preparar e rentabilizar adequadamente a sua atividade e procurar fontes complementares de financiamento”.
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