Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Vários deputados do PS, dos quais Hortense Martins eleita pelo distrito, pediram ontem esclarecimentos ao Ministério da Solidariedade e Segurança Social sobre o futuro do centro de contacto e atendimento (‘call center’) de Castelo Branco, que pretende dispensar 160 trabalhadores.
Vários deputados do PS pediram ontem esclarecimentos ao Ministério da Solidariedade e Segurança Social sobre o futuro do centro de contacto e atendimento (‘call center’) de Castelo Branco, que pretende dispensar 160 trabalhadores.
O Centro de Contacto Via Segurança Social ali sediado presta atendimento telefónico e informático a nível nacional sobre produtos, serviços e processos da Segurança Social, está adjudicado a uma empresa privada e emprega 400 pessoas.
Num requerimento cuja primeira subscritora é Hortense Martins, deputada eleita por Castelo Branco, os socialistas querem que seja explicado o motivo da dispensa de 160 pessoas, anunciada em cartas recebidas pelos trabalhadores a 01 de junho.
Os deputados perguntam se o Governo pretende "manter permanentemente o serviço Via Segurança Social" ou se "admite acabar com este serviço", que dizem apresentar "elevados níveis de satisfação para as pessoas e empresa".
Por outro lado, sublinham que foi o município de Castelo Branco que investiu nas instalações do centro e recordam o protocolo celebrado em 2008 entre a autarquia e o Instituto de Segurança Social, que prevê o funcionamento do serviço durante 15 anos.
Por isso, o PS questiona se o Governo vai "assegurar a operação do Centro de Contacto - Via Segurança Social em Castelo Branco pelo menos durante aquele período".
O documento questiona ainda se o Governo "pode assegurar que não encerrará o serviço, mesmo que temporariamente, ou o deslocalizará para outro local".
No requerimento, os deputados do PS receiam ainda o facto de o atual contrato de exploração terminar no dia 01 de julho, antes de estar concluído o concurso para escolha da empresa gestora do centro. Os deputados querem saber se a tutela vai "assegurar a prorrogação do atual contrato".
Num comunicado divulgado na semana passada, o Instituto de Segurança Social remeteu para a atual empresa gestora do centro qualquer decisão sobre despedimentos e garantiu que o serviço "vai manter-se" em funcionamento, mesmo durante a fase de concurso.
Segundo o comunicado, a nova empresa adjudicatária terá que encaixar "uma redução de custos de cerca de dois milhões de euros, durante a vigência do próximo contrato" e deverá contratar pessoal com experiência "como é o caso dos atuais colaboradores", mas sem esclarecer o que acontecerá aos 160 que receberam cartas de dispensa.
Hortense Martins disse à Lusa que os esclarecimentos prestados no comunicado não chegam: "É preciso explicar em detalhe o que vai acontecer com a operação do centro agora e no futuro e é isso que se pretende com este requerimento".
Além de Hortense Martins, o requerimento é subscrito por Carlos Zorrinho, Vieira da Silva, Pedro Marques, Helena André, José Junqueiro, Fernando Medina e Miguel Laranjeiro.
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