Por: Diário Digital Castelo Branco/Lusa
Associação Empresarial da Beira Baixa (AEBB) está a apoiar os seus associados para fazer face aos impactos provocados pela depressão Kristin, quer nos aspetos imediatos de recuperação, quer numa perspetiva de resiliência e adaptação futura.
A AEBB está a disponibilizar equipas técnicas junto das quais os associados podem esclarecer dúvidas sobre os procedimentos de candidatura a programas de apoio e recolha e organização da documentação necessária.
A Associação disponibiliza também um formulário ‘online’ destinado ao levantamento dos danos e impactos sofridos pelas empresas na sequência da passagem da depressão Kristin pela região.
“A informação recolhida será tratada de forma confidencial e agregada pelo Conselho Empresarial do Centro” e, posteriormente, “será entregue à Estrutura de Missão para utilização na otimização dos recursos e respetivas intervenções urgentes para a reposição da atividade económica das empresas”, frisa.
“No âmbito da articulação entre o Ministério da Economia e Coesão, o Ministério das Infraestruturas e as associações empresariais, foi-nos solicitado com caráter de urgência a realização do levantamento e avaliação dos prejuízos sofridos pelas empresas (…) na área de atuação da AEBB”.
Sublinha ainda que este levantamento é fundamental para permitir à Estrutura de Missão para a Reconstrução atuar com a maior rapidez possível, tendo em conta a depreciação dos equipamentos e os impactos causados pelas intempéries.
“Estamos a reunir informação junto das entidades oficiais anunciadas, por forma a orientar as empresas sobre os apoios públicos e privados disponíveis, incluindo as linhas de crédito e medidas aprovadas pelo Governo, tais como linhas de crédito à tesouraria e linhas de investimento para reconstrução de instalações empresariais sem cobertura de seguro”.
Além disso irá disponibilizar e prestar apoio direto aos seus associados no acesso à lista de empresas com valências e características capazes de apoiar trabalhos de reconstrução e mitigação dos danos causados pela depressão Kristin.
A associação empresarial iniciou a sua atividade em 1987, como delegação regional da AIP (Associação Industrial Portuguesa) e o seu território de intervenção abrange atualmente as sub-regiões da Beira Baixa e Beiras e Serra da Estrela, englobando 11 municípios do distrito, nomeadamente, Belmonte, Covilhã, Fundão, Penamacor, Idanha-a-Nova, Castelo Branco, Oleiros, Proença-a-Nova, Vila Velha de Ródão, Sertã e Vila de Rei.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet