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Região 3 de julho de 2012

Castelo Branco: Modelo proposto para "Call Center" era "insustentável" - Mota Soares

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O ministro da Solidariedade e Segurança Social afirmou hoje que o modelo de funcionamento do centro de atendimento Via Segurança Social, em Castelo Branco, era “insustentável” financeiramente.

O ministro da Solidariedade e Segurança Social afirmou hoje que o modelo de funcionamento do centro de atendimento Via Segurança Social, em Castelo Branco, era “insustentável” financeiramente.

“Quando recebemos a primeira proposta de renovação do ‘call center’ percebemos que a dimensão financeira envolvida não era suportável relativamente às dificuldades do país”, disse Pedro Mota Soares aos jornalistas, à margem da conferência “Uma nova geração de voluntariado”, organizada pela rede ‘My Social Projet’.

Mota Soares avançou que a primeira proposta era de 15 milhões de euros e o Instituto de Segurança Social (ISS) lançou um novo concurso público internacional, que está a decorrer, por oito milhões de euros.

“Num tempo difícil e de muita dificuldade temos de ser responsáveis com o dinheiro dos contribuintes”, comentou.

O facto de o modelo ser “insuportável e insustentável” do ponto de vista financeiro, levou o Instituto de Segurança Social a fazer uma auditoria interna que levou à abertura do atual concurso.

“Tivemos de fazer uma auditoria aos serviços para podermos mudar a capacidade de resposta do próprio Estado”, explicou, adiantando que “o mais importante” foi conseguir-se “diminuir de uma forma muito significativa o encargo financeiro”.

O contrato entre o ISS e a empresa de recursos humanos RHmais, para gestão do centro, terminou no sábado e a nova concessão só deve arrancar em novembro, dado que o concurso público internacional ainda decorre.

Esta situação levou ao despedimento de 400 funcionário do centro de atendimento telefónico, 231 dos quais efetivos.

O ministro disse hoje que “tem havido sempre uma enorme preocupação de garantir a manutenção de postos de trabalho”, sendo dada preferência no concurso público “a todas as pessoas que já têm uma formação específica nesta matéria”.

Para Mota Soares, “não faz sentido” estar “sistematicamente a pagar muito dinheiro a muitas empresas” e o Estado não ficar com “essa formação e mais-valia”.

Segundo o ISS, o concurso "contempla premissas fundamentais para o ISS, como sejam a redução de custos e o facto de a empresa vencedora vir a contratar, preferencialmente, recursos humanos com reconhecida experiência e conhecimento acumulado, como é o caso dos atuais colaboradores.

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