Por: Cristina Valente / Paulo Jorge Marques
O Festival do Maranho e do Bucho que decorreu ao longo do fim de semana na Sertã, foi um autêntico sucesso. Milhares de pessoas passaram pelo concelho, aproveitando o festival, para provar a boa gastronomia da região, mas também para conhecer melhor o concelho.
O Festival do Maranho e do Bucho que decorreu ao longo do fim de semana na Sertã, foi um autêntico sucesso. Milhares de pessoas passaram pelo concelho, aproveitando o festival, para provar a boa gastronomia da região, mas também para conhecer melhor o concelho.
Na cerimónia de abertura, José Farinha Nunes, presidente da autarquia, afirmou, “temos a perfeita noção de que são iniciativas deste género que permitem potenciar os nossos produtos e dar maior visibilidade a uma região que, cada vez mais, se pretende afirmar como um destino turístico de excelência”.
Na inauguração estiveram vários convidados entre eles os deputados do PSD eleitos pelo distrito, Carlos Costa Neves e Carlos São Martinho; também marcou presença o presidente do Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado; assim como os elementos da autarquia e presidentes de Juntas de Freguesia.
José farinha salientou que a gastronomia é atualmente uma das forças motrizes do Concelho da Sertã, sendo o maranho e o bucho recheado os seus principais embaixadores, “são verdadeiros depositários de uma herança cultural e etnográfica. A sua história está intimamente ligada à história do concelho da Sertã e da região. No caso do maranho, já desde o século XIX que é confecionado e apreciado pelas nossas gentes, que souberam manter, através de gerações, um tesouro que hoje partilhamos com o resto do país”. Mas o autarca diz que a lista é longa e inclui a sopa de peixe do rio, os cartuchinhos de Cernache, os coruchéus, as filhós, os queijos, o vinho e a aguardente de medronho.
Assim, sublinhou que a Câmara Municipal da Sertã sabe que é importante defender e divulgar esse tesouro, daí a forte aposta que fez na 2ª edição do Festival de Gastronomia do Maranho e Bucho.“O Festival é um lugar de celebração e um lugar onde potencialmente nos mostramos a todos. É fundamental que se conheça a Sertã e as suas potencialidades”.
Um dos grande atrativos do Festival foi, sem dúvida, a demonstração da confeção do pão, aguardente e o tear manual. Começando pelo pão, o forno erguido pela Câmara, e que se mantém fixo no local de ano para ano, esteve sempre à temperatura ideal. Os jovens do Marmeleiro também se associam a esta demonstração. Todo o processo desde amassar, fintar, tender colocar o pão no forno, e retirá-lo foi recriado.
Da freguesia do Figueiredo, chegou um alambique tradicional, de onde brotou a famosa aguardente de medronho. Esta freguesia é líder na produção de medronho no concelho, uma vez que as serras em redor estão repletas de medronheiros. Na freguesia, a arte de tirar um bom medronho do alambique pratica-se há séculos. Os segredos passam de pais para filhos.
Ao longo de três dias, pôde-se assistir a um conjunto vasto de iniciativas, que incluíram workshops, exposições e espetáculos de música com grupos do Concelho e artistas de renome.
Homenagem a Helena Marçal
A 2ª edição deste Festival serviu também para homenagear Helena Marçal, proprietária do rede de restaurantes da firma Santos e Marçal, recentemente falecida, que lutou pela afirmação e divulgação do maranho além-fronteiras, criando também outras receitas de eleição, como a sopa de peixe.
“Helena Marçal interpretou como ninguém a importância da cozinha regional e foi uma das defensoras mais acérrimas do maranho e do bucho. Aliás, o legado que ela nos deixou é sintomático da importância que esta grande senhora desempenhou na vida do nosso Concelho”, realçou José farinha Nunes, durante a homenagem levada a cabo na Casa da Cultura, na presença dos familiares de Helena Marçal.
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