Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Seis companhias portuguesas de teatro, entre as quais a Teatro das Beiras, exigiram hoje que os concursos de apoios às artes tenham pelo menos 21 milhões de euros, embora a Direção-Geral das Artes não tenha ainda divulgado oficialmente o calendário.
Seis companhias portuguesas de teatro exigiram hoje que os concursos de apoios às artes tenham pelo menos 21 milhões de euros, embora a Direção-Geral das Artes não tenha ainda divulgado oficialmente o calendário.
"O único valor aceitável como referência nos concursos" é o de 21 milhões de euros, "o montante que foi aplicado em 2009, na última vez que houve, em simultâneo, concursos para as quatro principais modalidades de apoio (quadrienais, bienais, anuais e pontuais)", referem as seis companhias teatrais em comunicado.
O documento é assinado pelo Centro Dramático de Évora, A Escola da Noite (de Coimbra), ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve, Companhia de Teatro de Braga, Teatro das Beiras (Covilhã) e o Teatro Regional da Serra do Montemuro.
As seis companhias de teatro dizem que o diretor-geral das Artes, Samuel Rego, está "alheio aos retratos de calamidade e de verdadeiro estado de sítio em que se encontram as estruturas de criação artística em Portugal".
Citando uma entrevista que Samuel Rego deu recentemente à rádio Antena 1, na qual é referido que o Governo deverá destinar 12 milhões de euros aos concursos de apoio às artes, os grupos teatrais repudiam "qualquer eventual tentativa de o tomar como referência".
"Em 2012, o investimento do Estado nesta matéria resumiu-se aos contratos quadrienais e bienais, assinados em 2009 e em 2011 e em relação aos quais aplicou um corte de 38 por cento", afirmam.
"Estaremos perante o agravamento e a perpetuação da situação de desastre em que as estruturas de criação já estão neste momento – redução das equipas de trabalho ao mínimo, proliferação da precariedade dos seus colaboradores, endividamento crescente, incapacidade de planear a sua actividade e de assumir compromissos a médio prazo, consequente incapacidade de recorrer a outras eventuais fontes de financiamento", alertam.
Estas estruturas já tinham alertado em junho que estão "à beira da extinção".
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