Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O Sindicato da Construção acusou hoje a empresa Açomonta de discriminar operários estrangeiros e pediu a intervenção imediata da Autoridade para as Condições de Trabalho no acompanhamento da situação dos trabalhadores do centro de dados da PT, na Covilhã.
O Sindicato da Construção acusou hoje a empresa Açomonta de discriminar operários estrangeiros e pediu a intervenção imediata da Autoridade para as Condições de Trabalho no acompanhamento da situação dos trabalhadores do centro de dados da PT, na Covilhã.
Os 50 operários de construção civil, armadores de ferro, são naturais de países africanos e afrodescendentes e estão desde meados de maio num pavilhão da zona industrial do Tortosendo, na Covilhã, sem água, muitas vezes sem eletricidade e sem condições sanitárias.
“Esta empresa [Açomonta] não é a primeira vez que tem este tipo de atitudes e é sempre com trabalhadores estrangeiros, a maioria africanos”, disse à Lusa o presidente do Sindicato da Construção de Portugal, Albano Ribeiro.
O dirigente sindical afirmou que os "trabalhadores portugueses ganham sempre mais do que os trabalhadores afrodescendentes", acrescentando ser uma situação "normal para a Açomonta".
"É uma situação que para eles é uma normalidade, mas para nós é uma grande irregularidade", disse Albano Ribeiro.
O consórcio Opway/Somague venceu o concurso para a construção do centro de dados da PT e a empresa Açomonta é uma das subempreiteiras, no caso, responsável pela armadura em ferro do edifício do centro de dados.
O presidente do sindicato disse ainda à Lusa que a estrutura vai pedir a intervenção imediata da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT).
A Câmara da Covilhã e a ACT estão a acompanhar a situação dos trabalhadores das obras do centro de dados da Portugal Telecom (PT), colocados num armazém sem condições de habitabilidade, disseram hoje à Lusa fontes daquelas entidades.
A GNR está também a investigar as circunstâncias em que os trabalhadores foram colocados no armazém.
O responsável pelo consórcio Opway/Somague, Luís Ferreira, disse à Lusa que os trabalhadores já estão a ser alojados em casas.
O centro de dados da PT tem inauguração prevista até final do ano e será um dos maiores do mundo, funcionando como uma ‘caixa-forte’ de dados informáticos de empresas a nível global.
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