Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Carlos Pinto, classifica o alojamento de cerca de 50 operários da construção civil num armazém sem condições "um detalhe" reprovável num investimento de interesse nacional.
O presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Carlos Pinto, classifica o alojamento de cerca de 50 operários da construção civil num armazém sem condições "um detalhe" reprovável num investimento de interesse nacional.
Um armazém da zona industrial do Tortosendo, sem água, sem condições sanitárias e com um frágil fornecimento de eletricidade, tem dado guarida desde maio a trabalhadores das obras do centro de dados da Portugal Telecom (PT), que ali foram colocados por um subempreiteiro.
O presidente da Câmara da Covilhã classifica a situação como “um detalhe” que se deve “sublinhar, reprovar, mas não misturar com o essencial da questão”, que é o investimento da PT.
O autarca acredita que o centro de dados pode vir a criar "1.500 postos de trabalho" na região, pelo que não se pode “desfocar a importância deste investimento e confundir os planos”.
De um lado está "a situação laboral de uma pequena empresa que se deslocou de Lisboa, trouxe os trabalhadores e os instalou mal e noutro plano está um investimento de grande interesse nacional", referiu Carlos Pinto.
O presidente do município destacou que a situação é "lamentável" para com "pessoas que merecem todo o respeito" e "apanhou de surpresa a câmara, que nada tem a ver com isto, e muito menos a PT".
Carlos Pinto falava após uma visita ao local, ao mesmo tempo que decorria uma fiscalização ao armazém feita por elementos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e da Autoridade das Condições de Trabalho (ACT).
Para o autarca, o caso da Covilhã não é uma situação diferente do que julga “que existe pelo país inteiro, pelo que era bom que este caso servisse de exemplo”.
De acordo com Luís Ferreira, responsável pelo consórcio Opway/Somague, ao qual a Portugal Telecom entregou a obra do centro de dados, o alojamento no espaço sem condições terá sido tratado por um subempreiteiro da Açomonta, outra empresa contratada para a obra.
Luís Ferreira garantiu à agência Lusa que, entretanto, a Açomonta já alugou habitações e "já obrigou esse subempreiteiro a mudar os trabalhadores para as casas".
Segundo referiu, "grande parte [dos operários] já saíram [do armazém] e os restantes vão sair até ao fim de semana".
O centro de dados da Portugal Telecom tem inauguração prevista até final do ano e será um dos maiores do mundo, funcionando como uma "caixa-forte" de dados informáticos de empresas a nível global.
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