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Região 18 de julho de 2012

Autarca de Idanha-a-Nova contesta proposta de fecho de serviço no concelho

Por: Cristina Valente/Lusa

 O vice-presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova assegurou hoje que a autarquia se “opõe frontalmente” ao eventual encerramento do serviço de urgências que funciona no Centro de Saúde da vila.

 O vice-presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova assegurou hoje que a autarquia se “opõe frontalmente” ao eventual encerramento do serviço de urgências que funciona no Centro de Saúde da vila.

Armindo Jacinto, que reagia ao estudo da Comissão de Reavaliação da Rede Nacional de Emergência e Urgência que prevê o encerramento daquele serviço no concelho, lamentou, em declarações à agência Lusa, que, “em vez de haver por parte do Estado uma descriminação positiva para com os territórios de baixa densidade populacional, surgem medidas negativas com o fecho de serviços”.

Segundo o autarca, “isso é inaceitável e tem sido uma constante nos últimos 25 anos".

Armindo Jacinto considerou que "o encerramento de serviços como este, além de prejudicar a população, que nalguns casos terá que percorrer cerca de 100 quilómetros para o serviço de urgência do Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco, faz com que a população ativa do concelho também parta para outros locais".

O vice-presidente da autarquia de Idanha-a-Nova explicou que "a Câmara tem feito um grande esforço financeiro no apoio aos serviços do Estado instalados no concelho, como os da saúde. Apesar desse esforço, o Governo insiste em penalizar o concelho".

O autarca frisou que a Câmara de Idanha-a-Nova “tudo fará para manter o serviço de urgências a funcionar na vila”.

Recorde-se que em janeiro do corrente ano, o responsável dos Centros de Saúde, João Borga dava conta ao Diário Digital Castelo Branco, da ideia de continuidade do serviço,"Não está prevista nenhuma alteração no funcionamento do SAP de Idanha” o movimento do SAP durante o dia é significativo, durante a noite diminui bastante, mas o responsável diz que a haver alterações “elas virão das instâncias superiores porque nós Agrupamento não estamos a prever fazer alterações”.

A Comissão de Reavaliação da Rede Nacional de Emergência e Urgência, segundo proposta divulgada hoje, prevê o encerramento de 16 serviços de urgência classificados enquanto tal num despacho de 2008.

Na proposta entregue ao ministro Paulo Macedo, que foi finalizada em fevereiro mas só agora divulgada, sugere-se também a redução de valências de algumas urgências.

Assim, pelas contas desta comissão ficam a funcionar como urgência 73 pontos no país: dez urgências polivalentes (as mais completas), 29 de urgência médico-cirurgica e 34 de urgência básica.

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